É possível o Brasil se tornar o VALE DO SILÍCIO?

Depois de uma breve passagem no Vale do Silício em setembro de 2013, voltei no início de Janeiro para uma imersão na cultura do Vale do Silício pela aprovação do SALESIM no projeto INOVATIVA de parceria do MDIC, Endeavor e McKinsey que pode ser mais conhecido com mais detalhes neste post.

 

Interessante a diferença que se pode ter de uma simples visita a um mergulho no Vale do Silício, um local onde 48% do capital de risco do mundo está concentrado e onde as maiores empresas de tecnologia do mundo nasceram ou estão presentes. Vou fazer um exercício para resumir o que encontrei por lá:

 

#1 –  Clima agradável: apesar de ter ido em um dos mais rigorosos invernos dos EUA, a temperatura média do Vale é bastante agradável fazendo com que as pessoas se encontrem dentro e fora dos escritórios.

 

#2 – Atratividade de talentos em tecnologia e empreendedorismo: alguns pensam que o Vale começou com a Microsoft e Apple, mas a conexão com Stanford vem do século 19 que mescla o rigor da academia e formação de doutores com a experimentação empreendedora de estudantes, pesquisadores e professores atraindo gente talentosa de todo o mundo para estar entre os melhores. Algo como a Hollywood da inovação!

 

#3 – Dedicação ao trabalho e foco: apesar da junção de pessoas talentosas ficar muito clara, a dedicação e foco das pessoas é total aos seus projetos. O que pode ser observado pelo baixo número de opções de lazer e os principais assuntos das conversas: inovação e negócios!

 

#4 – Maturidade do venture capital: esta dedicação é muito admirada pelos investidores de todos os estágios das startups que preferem empreendedores fisicamente presentes no Vale do Silício e em contrapartida buscam ajudar no desenvolvimento do negócio, já que muitos são ex-empreendedores que já venderam seus negócios e tornaram-se VCs ou anjos.

 

#5 – Orientação para ampliação da rede de contatos: parte dessa ajuda está relacionada a uma rede de contato de outros empreendedores, aceleradoras e investidores do Vale e de outros locais que fortalecem a busca de informações e uma enxurrada de feedbacks verdadeiros e diretos.

 

#6 – Colaboração: Estes feedbacks fazem parte de uma cultura de ajuda gratuita (give back), onde se inclui mentorias e uma disponibilidade genuína de ajudar ao desenvolvimento das startups em todos os momentos de seu crescimento.

 

Reunindo todos estes atributos culturais, históricos e econômicos, sai desta imersão muito energizado e com ainda mais disposição para tornar o SALESIM um projeto global, mas também, consciente que para haver um Vale do Sílicio no Brasil precisaremos evoluir muito em todos os aspectos acima.

 

Mas quem sabe se cada vez mais brasileiros se incorporarem a este ambiente possamos dar passos nesta direção!!! Convido todos vocês a experimentarem um pouco desta fantástica experiência e indico a SILICON HOUSE como “guia” desta viagem.

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