Nossa colunista Erika Zuza está tendo a oportunidade de participar da 7ª Edição da Campus Party Brasil e foi de lá que o israelense Talmon Marco (CEO do Viber) anunciou a instalação de um escritório aqui no país do rolezinho.

 

 

 

Na verdade, o escritório já está estabelecido em São Paulo desde Novembro do ano passado, mas só agora em Março, em companhia do country manager do Brasil Luiz Felipe Barros, teve a oportunidade de falar para o grande público. Nós somos o primeiro país da América Latina que recebe uma base da empresa do app de mensagens instantâneas.

 

 

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Entenda como funciona o Viber

 

O Viber é uma plataforma de troca de mensagens sem nenhum custo que também permite aos usuários realizarem ligações gratuitas para quem também usa Viber ou para qualquer número móvel ou fixo através do Viber Out.  É parecido com o serviço oferecido pelo Skype, mas mais barato. A funcionalidade do app, lógico, depende de conexão 3G, 4G ou Wifi.

 

Os sistemas operacionais mobile que aceitam o Viber são o iOS (o preferido do Talmon, à propósito), Android, Windows Phone, Blackberry, Symbian, Nokia S40 e Bada, ou seja, dá pra usar no smartphone e também no tablet. Já na versão para Desktop, o Viber é compatível com Windows, Mac e Linux.

 

Viber X Whatsapp

 

O maior concorrente do Viber é sem dúvidas o Whataspp, mas Talmon não se intimida ao falar da concorrência: “Miramos no WhatsApp, ele é o nosso maior concorrente. Mas a gente é mais competitivo e temos mais recursos (…) e nosso produto é melhor, mais competitivo e oferece uma experiência boa que vai ser sempre gratuita.”, disse o CEO em sua palestra na Campus Party essa quinta-feira (30).

 

Falando em boa experiência, Marco ressalta alguns diferenciais do seu produto. Para começar, o download é gratuito e Talmon aposta nas riquezas da sua plataforma, como os stickers.  Sabe aquelas figurinhas animadas que parecem uns adesivos coloridos e que você envia para os seus contatos por mensagens? No Viber tem.

 

E, assim como no Facebook Messenger, é possível comprar mais stickers, o chamado Sticker Market  do Viber (ou Loja de Adesivos).  Essa é, inclusive, uma das formas mais promissoras de captação de receita pela empresa, atrelado ao Viber Out, já que quando você realiza uma ligação usando o Viber para qualquer pessoa que não tenha o app, há uma cobrança por isso.

 

No Brasil, o Viber tem uma taxa de crescimento de downloads de 700mil por dia e já alcançou a marca de 10 milhões de usuários, tendo 300 milhões no mundo todo. O Whatsapp, maior concorrente de Talmon, tem 430 milhões de usuários mundiais.

 

O que o Viber veio fazer no Brasil?

 

Com 10 milhões de usuários, eu entendo bem a decisão do Viber de montar uma equipe aqui no Brasil. Equipe essa formada por 3 pessoas que, por enquanto, não focam em desenvolvimento de software. Marco quer estar mais próximo para interagir melhor com os usuários brasileiros, “Achamos que estar aqui é fazer um trabalho melhor para a base brasileira e ficar mais bem conectados com essa base para produzir conteúdos mais próximos“.

 

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Talmon Marco (CEO do Viber) e Luiz Felipe Barros (country manager do Viber no Brasil)

 

As transações realizadas pelo Viber estão apenas disponíveis em Dólar, mas a ideia é permitir que os usuários brasileiros possam usar sua moeda nacional, o Real.  Além disso, Talmon e seus 3 funcionários que atuam aqui pretendem focar no tratamento localmente da comunicação da marca e desenvolvimento de parcerias focadas no crescimento do número de usuários.

 

Você usa Viber ou Whatsapp? Na sua opinião, qual o melhor?

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