Seu negócio está preparado para a Era "on-demand"?

Netflix, Uber, Airbnb, Spotify  e Zipcar: O que essas empresas têm em comum? Até o fim desse post elas vão te dar uma lição de como preparar seu negócio para a Era do “on-demand“.

 

Não é difícil encontrar o nome das empresas acima em jornais, revistas e portais de notícias como personagens de matérias que falam sobre a ousadia do seu modelo de negócios. De um lado os tradicionais gigantes do mercado que reclamam por sentirem-se injustiçados ao competir com um novo modelo que não tem as mesmas “responsabilidades jurídicas”. Do outro, empresas preocupadas em atender (e entender) o novo comportamento do consumidor, oferecendo soluções tecnológicas e uma experiência de compra personalizada. Isso é o que chamamos de “Marketing On-Demand“.

 

 

O que é o “Marketing On-demand“, afinal?

 

Sendo um pouco repetitiva, o on-damand resulta da junção de novas tecnologias com o atendimento à expectativa do consumidor. Nesse cenário, devemos dar atenção ao fator “em qualquer lugar”, propiciado pela nossa experiência cada vez mais mobile, que cria uma notável mudança no comportamento de consumo.

 

Essa mudança exige que empresas busquem aperfeiçoar seus produtos e serviços para uma experiência que comece antes mesmo da decisão de compra, oferecendo um atendimento personalizado.

 

Para ilustrar esse conceito, pense no Spotify. Ele oferece uma versão free, que inclui propagandas (como numa rádio tradicional), para que você teste o seu serviço de música via streaming. Você pode ouvir quantas músicas quiser, mas se quer ouvir offline (para não consumir todo o pacote de dados do seu celular, por exemplo), você pode assinar a versão premium e ainda ficar livre de propagandas.

 

Apesar das vantagens, se você ainda não estiver certo do investimento, você pode testar a versão paga por 7 dias de maneira GRATUITA. Se ainda tiver dúvidas, eles te oferecem os três primeiros meses a R$ 1,99 e você pode cancelar a assinatura depois disso caso não esteja satisfeito.

 

Além de toda essa experiência “pré” decisão de compra, dentro do app o cliente ainda encontra uma maneira diferente e personalizada de ouvir música. Isso porque, além de atender à demanda, os novos modelos de negócio estão cada vez mais adaptados à chamada economia do compartilhamento (sharing econonomy).

 

 

O que a economia do compartilhamento tem a ver com o on-demand?

 

Enquanto o capitalismo defende a posse e o acúmulo de bens, a economia do compartilhamento quer vender o mesmo produto diversas vezes, sem dar ao consumidor a propriedade do bem. Dessa forma, a nova economia tem 3 características comuns: compartilhamento, uso da internet e comprometimento com clientes através das redes sociais.

 

Um bom exemplo? A Netflix que uniu o on-demand através da economia do compartilhamento.

 

Dessa forma o seu consumidor assiste o que quiser, quando quiser, quantas vezes for necessário, onde estiver, através da internet. E ainda pode compartilhar o conteúdo com seus amigos, recomendar títulos, personalizar listas de filmes, receber recomendações com base na sua experiência (única para cada usuário).

 

Ou seja, produtos e serviços on-demand encontram sua base na economia do compartilhamento.

(P.S.: A “nova economia” me lembra muito um novo estudo da Box1824 sobre o desejo contemporâneo de quebrar o ciclo vicioso do consumismo, ser mais consciente e consumir menos. Assista ao vídeo The Rise of Lowsumerism.)

 

 

Como adaptar seu negócio

 

O on-demand chegou. Como sobreviver? Calma, não precisa reiventar a roda e fazer o “novo Uber”.  Você tem que entender e estudar o comportamento do seu consumidor pra oferecer o que ele precisa.

 

Mais do que proporcionar experiências antes da decisão de compra, você agora precisa garantir um caminho mais curto entre o desejo do cliente e a entrega do seu produto ou serviço. O novo consumidor é imediatista e possui quatro novas demandas de consumo que precisamos entender:

 

  • AGORA

Os consumidores querem interagir agora, em qualquer lugar e a qualquer momento. Isso porque ele faz parte de uma população conectada, que dispõe de dispositivos conectados a internet e capazes de servirem de suporta às suas experiências de consumo online.

 

  • EU POSSO

Desde de que a experiência lhe agregue valor, os usuários vão querer fazer tudo com todas as informações que estiverem disponíveis a eles. São sujeitos ativos, protagonistas, cidadãos e nativos digitais cheios de poder sobre suas vidas.

 

  • PARA MIM

Eles não vão se importar em compartilhar seus dados pessoais, desde que eles sejam utilizados para personalizar sua experiência com produto ou serviço. Você precisa garantir que usará as informações de maneira inteligente para atender a necessidade dele.

 

  • SIMPLES

Eles querem usufruir de uma experiência simples e leve. Não os faça pensar muito durante o processo, ou vai garantir que eles se mantenham longe de você.

 

 

Bem-vindo à Era do Marketing On-Demand

 

O “on-demand” é um “caminho sem volta”, não adianta reclamar. Infelizmente vemos muita resistência por parte das grandes empresas que dominam mercados, quase que como monopólio. Elas estão reagindo à chegada dos novos modelos de negócio de forma hostil, como se sua rejeição pudesse mudar o cenário que está se consolidando e montando modelos para o futuro. Enquanto isso, os “novatos” concentram seus esforços em entender as demandas desse novo consumo.

 

É ineficaz empurrar novos serviços tecnológicos para um cenário de ilegalidade, esse comportamento pode, inclusive, influenciar o consumo do mesmo. Devemos entender que novos nichos de mercado não representam uma ameaça, eles devem servir de bússola para sabermos a hora de apontar em novas direções.

 

Para refletir sobre o cenário, pense como os serviços de streaming se mostraram uma ótima solução à pirataria. Quantas pessoas agora pagam para consumir músicas e filmes. E pensar que as indústrias fonográficas e cinematográficas perderam e perdem tempo “brigando” com a pirataria, ao invés de buscar alternativas para solucionar necessidades do consumidor.

 

E parece que agora escolheram mais um rival para subir ao ringue…

 

Para ler mais sobre a Era on-demand, leia o estudo feito pela McKinsey&Company.

 

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