Você se lembra da última vez em que deu aquele “off” geral em wifi, notebook e ipad para curtir um tempo livre? Não? Opa, se você, no caso, é um produtor de conteúdo, já deve ter percebido que esse é um tipo de trampo que não permite folga: é que a cabeça trabalha as 25 horas do dia em busca de novos insights para artigos que venham a se sobressair no Google.

 

Foi mais ou menos o que aconteceu comigo nas minhas férias, quando, em meio a um passeio e outro, comecei a questionar a validade de tudo que tenho escrito sobre o universo do Marketing Digital: afinal de contas, meu conteúdo é realmente UBER?

 

 
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U de Útil:

 

Guias turísticos têm a fama de falar bem de tudo, né? Naturalmente, quanto mais você depender deles para rodar uma cidade desconhecida, mais grana eles colocarão no bolso. Mas eis que encontro um guia sincero, que me deu conselhos para evitar esse ou aquele passeio caído dentro do roteiro da companhia de viagens e usar meu dinheiro com mais sabedoria em atrações que valeriam a pena. A honestidade do guia, que prefere perder o dinheiro do cliente a ter que embromá-lo, fez com que eu questionasse a utilidade do conteúdo que ando postando e lendo por aí. Será que são textos honestos, que realmente ajudam as pessoas, ou são superficiais, levando os leitores a perder o precioso tempo deles?

 

 
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B de Bem escrito:

 

Uma cidade turística que se preze não pode enrolar os visitantes com atrações “meia-boca”. Até o mais inocente dos turistas tende a perceber que determinado “cartão postal” encontra-se em péssimo estado de conservação, e que aquilo tudo não passa de uma oportunidade de arrancar dólares da carteira dele. Durante uma visita a um zoológico caindo aos pedaços, senti tanta pena dos bichos que fiquei imaginando se eu também não estaria ludibriando meus leitores com um texto pobre e desleixado, que não entrega aquilo que o título promete e ainda constrange a persona. Ora, propaganda enganosa é o principal inimigo do marketing de conteúdo – e dos animaizinhos submetidos ao descaso do poder público.

 

 
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E de Escaneável:

 

Acredite: se existe algo que varia consideravelmente de uma cidade para outra, dependendo da região do país, é a noção de distância. Quantas vezes eu fui informado por algum transeunte de que tal restaurante era “muito longe”, que era preciso “pegar um táxi” até lá, só para descobrir que o longe, em questão, eram 3 quarteirões?

 

Essa variação me lembrou da escaneabilidade dos artigos de blog. Será que todos seguem o mesmo padrão, com introdução, intertítulos, parágrafos curtos, conclusão e CTA, facilitando a leitura de qualquer pessoa, ou eles variam conforme as referências (e o humor) do autor? Ninguém gosta de ser submetido a um “blocão” de texto para obter a informação que precisa, assim qualquer turista detesta fazer uma longa caminhada por achar que o local desejado era “ali pertinho”, conforme havia avisado um morador local.

 

 
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R de Relevante:

 

Boa noite, prezados passageiros. Estamos a 15 mil pés, a temperatura ambiente é de – 10 graus“. Informação irrelevante, que torra a paciência de qualquer um, é especialidade dos prolixos pilotos de avião. Além de serem dados inúteis para nós, leigos, atrapalham o nosso cochilo ou interrompem o filminho a bordo. Em se tratando de Marketing de Conteúdo, há certamente muitos assuntos relevantes a serem abordados, mas nem todos irão interessar as personas para as quais escrevemos. Um artigo relevante é aquele que entrega nada mais, nada menos, do que as personas precisam para seguir adiante, ouviram, capitães?

 

 
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Ok, nem sempre é fácil elaborar um artigo UBER, ainda mais tendo em conta a concorrência acirrada de tantos autores espalhados país afora, já estabelecidos e reconhecidos, como no caso dos nobres taxistas. Mas conteúdo de qualidade é isso! Não se faz da noite para o dia e nunca sem causar algum estardalhaço no status-quo.

 

É hora de você e eu pensarmos melhor no tipo de artigo que estamos oferecendo no mercado.

 

O seu conteúdo é realmente UBER?