Há algumas escrevi aqui no Digaí sobre o novo formato de propaganda do Facebook, o Slideshow. Para não dizer que sou tendenciosa hoje venho como um texto que de início pode soar um pouco polêmico por parecer que estou me contrapondo ao Facebook. Mas, espero que você continue a leitura para entender onde quero chegar. 😉

 

P.S.: Semana passada vi muitas gente reclamando de uma suposta queda no alcance do Instagram, aumentando os rumores a respeito de um possível algoritmo que diminui o alcance orgânico por lá também. Apesar de negado oficialmente, acho que todos nós deveríamos nos preparar para driblar essa realidade. Então esse post serve para uma reflexão dupla: Facebook e Instagram (ou qualquer outra rede que “monopolize” a coisa).

 

Como tudo isso começou ou motivos para não investir apenas no Facebook…

 

A rede social de Mark Zurckeberg trabalhou durante muitos anos para desenvolver uma plataforma de anúncios poderosa e democrática. Seu poder é capaz de oferecer uma ultrasegmentação com base em dados demográficos e de interesse das pessoas baseados nos comportamentos delas na rede. Hoje a ferramenta de anúncios do Facebook oferece opções para pequenos empresários que podem fazer seus anúncios sozinhos, à grandes empresas gerenciadas pelas maiores agências e propaganda.

 

Durante muito tempo,  quando o boom das redes sociais digitais chegou ao seu ápice, era possível ver empresas travando grandes batalhas com suas concorrentes para ver quem saia na frente por conquistar o seu primeiro milhão de fãs no Facebook (a rede social da vez). Naquela época o objetivo de mídia no Facebook basicamente se resumia a “comprar fãs”. E esse acabava sendo também o objetivo de marketing de muitas empresas.

 

Nesse cenário surgiram alguns oportunistas que prometiam entregar uma maior quantidade de fãs por um preço mais atraente, sem nenhuma credibilidade, claro. Eram apenas números, não era difícil encontrar uma grande quantidade de pessoas totalmente fora do seu target nesses negociações. Imagine você com uma empresa aqui no Brasil e sua página no Facebook repleta de fãs de origem asiática. Não faz o menor sentido, certo? Mas numa época em que se dava tudo por um fã, isso aconteceu. No fim das contas eram apenas números vazios, sem nenhum resultado.

 

O problema de ter investido tanto dinheiro em fãs era não saber quando o dono da bola iria mudar as regras. E ele mudou…

 

 

A radical redução do alcance orgânico no Facebook

 

Quem trabalha com internet está acostumado, ou pelo menos deveria, a ler os termos de uso, política de privacidade e publicidade das redes e ferramentas. E se você não sabe, o Facebook deixa claro que “Estas políticas estão sujeitas a alteração a qualquer momento sem aviso prévio”.

 

E meio que “sem nenhum aviso prévio”, tio Mark foi lá e diminuiu de 15% para 2% o alcance orgânico das páginas. Sim, 2%!

 

Isso quer dizer que todas aquelas empresas que pagaram para ter uma grande audiência, agora teriam que pagar novamente para que essa audiência possa ver o seu conteúdo. A lição de tudo isso? Por maior que seja, pare de investir a sua verba apenas no Facebook, ou saiba como fazer…

 

 

Tenha um plano – de mídia

 

Após essa redução do alcance orgânico muitas empresas não sabiam o que fazer, algumas continuaram tentando e impulsionando seus conteúdos para não botar a perder todo o trabalho gasto, outras resolveram desistir. Mas, acredito que negar a grandiosidade do Facebook não é a solução. Mesmo com tantas regras que podem parecer desfavoráveis, ainda é a maior rede social, principalmente no Brasil.

 

A melhor alternativa é ter um bom plano de mídia online. E saber distribuir essa verba estrategicamente para alcançar seus verdadeiros objetivos e com isso obter resultados reais (não apenas fãs).

 

Você não precisa ter uma página no Facebook

 

Nem comprar fãs. Tampouco parar de anunciar no Facebook! Você só precisa entender como não sair em desvantagem. Comece não investindo dinheiro e energia em uma página no Facebook, ou tenha uma página básica que sustente os anúncios que você vai fazer para levar seu público para FORA da rede social, para um lugar onde você possa chamar de seu (site ou blog, por exemplo).

Conheça outras opções de tráfego pago

 

Entenda o comportamento seu público. Sabemos que o Facebook é o maior em números, também pode ser maior em concorrência. E quem está lá, também acessa outros sites, blogs, faz busca online. Se você não está satisfeito com a entrega dos anúncios em uma plataforma, precisa conhecer a oferta de outras redes e mídias sociais.

 

Já parou para pensar que enquanto você tenta criar o desejo e a necessidade das pessoas consumirem o seu produto através de anúncios no Facebook, você poderia pegá-las no impulso da compra, quando elas realmente estão interessadas em consumir determinado produto? Isso é o que acontece quando você anuncia para sites de busca como Google e Bing.

 

 

Trabalhe o potencial de suas mídias próprias

 

Como eu disse no começo do texto, não estou querendo convencer ninguém a parar de anunciar na rede social do Mark Zuckerberg, mas sim provocando uma reflexão sobre como estamos vivendo a publicidade online hoje. Trabalhar o potencial da suas próprias mídias pode render um resultado fantástico. Experimente anunciar para o seu site, blog e também capturar e-mails para sua lista.

 

Você pode trabalhar o remarketing e retargeting quando leva pessoas ao seu domínio. Quando elas autorizam entrar na sua lista de e-mail, você tem a oportunidade de construir um relacionamento (na maioria das vezes duradouro) com aquele cliente em potencial. Tudo é estratégia!

 

Já parou para pensar que para entrar na maioria das redes sociais você precisa do seu e-mail? Como disse o Murilo Gun num episódio do seu GunCast: “o e-mail é o CPF da internet”. Aproveite isso.

 

E por fim, mas não menos importante, invista em um bom conteúdo. Não importa onde, seja relevante!