Design de Interação – Além da interação homem-computador

Hoje nós já perdemos a conta de quantos são os produtos interativos inseridos em nosso dia-a-dia, ao ponto de alguns deles acabarem passando despercebidos, tamanho nosso costume de utilizá-los. Smartphones, tablets, notebooks, caixas eletrônicos, impressoras, enfim… uma lista que parece interminável. Porém, se pararmos apenas alguns minutos para pensar, no quesito usabilidade são poucos os que realmente cumprem seu papel de forma fácil e eficiente.

 

Isso acontece porque muitos produtos que exigem a interação dos usuários para realização de tarefas, em sua maioria simples, não foram projetados de acordo com a necessidade deles, mas apenas para realizar determinada função. Um erro comum que, na visão da engenharia não é nenhum pecado, uma vez que seus produtos funcionam de forma eficaz pela sua perspectiva.

 

E é nesse momento que surge o Design de Interação, visando corrigir os problemas de usabilidade de tudo o que está inserido em nosso dia-a-dia, desde objetos à sites e softwares, incentivando a preocupação que os engenheiros passam a ter na concepção de um novo produto ou na tentativa de corrigir os já existentes.

 

E eu não posso negar o quão apaixonada sou por esse assunto, tanto que escolhi, para finalizar minha dupla de artigos sobre Usabilidade e estrear a nova categoria do Digaí, o livro Design de Interação – Além da interação homem-computador, de Preece, Rogers e Sharp, que eu considero uma verdadeira bíblia sobre o assunto e que, em 2010, até me incentivou a escrever um artigo científico sobre o assunto – publicado aqui.

 

 

Um livro-texto para estudantes de Design de Interação

 

Como as próprias Preece, Rogers e Sharp disseram, estudantes precisam ser motivados, e eu concordo com elas mais do que qualquer outra coisa, pois eu mesma sou assim. E o livro Design de Interação – Além da interação homem-computador cumpre bem esse papel. Em especial nos Capítulos 1-5, o leitor tem a experiência motivadora de ver projetos e produtos que falharam por falta de atenção, compreensão ou zelo pelo usuário, evitando que cometam os mesmos erros de usabilidade em seus projetos futuros. Em meio à entrevistas feitas com especialistas muito bem selecionados, também é possível compreender o que é importante, o que funciona em Design de Interação, e o porquê de tudo isso.

 

Nos capítulos seguintes, as autoras tratam da ciência e da arte do design de interação, fornecendo conhecimentos básicos e essenciais para futuros profissionais da área. Do capítulo 6 ao 9, é apresentada uma visão sobre análise, design e prototipação – tudo em paralelo com o site do livro, que fornece ótimos exemplos. Os Capítulos 10-14 abordam a avaliação em um nível aprofundado, o que facilita – e muito – a aprendizagem, e não apenas sua aplicação decorada e sem reflexão. O Capítulo 15 faz um apanhado do conteúdo de todo o livro, propiciando um aprofundamento ainda maior no assunto.

 

O que eu mais gosto nesse livro é que cada tópico dele apresenta muitos indicadores de leituras adicionais, o que é muito importante em qualquer área, principalmente no design de interação, que não se constitui em uma disciplina de um livro só.

 

 

Um guia de Design de Interação para equipes de desenvolvimento

 

Em projetos de desenvolvimento de softwares e websites, o principal problema sempre é pessoas da área de marketing e desenvolvimento com pouco conhecimento e experiência em desenvolvimento centrado no usuário. E essa ausência de visão resulta em produtos incapazes de satisfazer às necessidades deles.

 

E aqui, novamente, o livro Design de Interação – Além da interação homem-computador é incrível e essencial na biblioteca de qualquer profissional da área. Ele abrange desde a análise de um design à implementação e avaliação do mesmo, com muita profundidade – o suficiente para colocar ideias em prática.

 

Definitivamente, um livro no qual vale a pena investir. E você, já tem o livro ou vai correndo comprar, agora mesmo?

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