Tudo começou com um manifesto. Após o Facebook pedir para seus usuários usarem seu nome próprio para se identificarem ao invés de nicknames, várias pessoas, incluindo a comunidades LGBT, protestaram contra a ordem da mídia social, inclusive a famosa drag queen Ru Paul, que twittou sobre a mudança.

 

A partir daí, houve uma grande adesão dos usuários pela mídia social Ello, criada no primeiro semestre deste ano, por uma equipe de designers, com investimento de $435 mil dólares pela empresa Fresh Tracks, que consegue duplicar sua número de visitantes todos os dias, através de sua interface limpa, livre de anúncios e com mais liberdade para postagens.

 

A proposta é não oferecer anúncios para os usuários, muito menos vender seus dados para empresas e o governo. De acordo com o The New York Times, eles pretendem vender extensões de usabilidade, com conteúdo “Premium”, como emoticons.

 

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Manifesto do Ello sobre sua posição à respeito da venda de dados para empresas e ao governo. Na última frase, eles afirmam: “Você não é um produto”.

 

É complicado usar o Ello?

 

Não. O Ello é simples. O acesso, atualmente é feito por convites enviados de usuários, deixando-a mais seletiva. Logo na tela principal, é destacado o enorme background para identificar o usuário. Na descrição, é possível verificar a quantidade de seguidores e de seguidos, o que a principio parece útil, pois como ela está em período de exploração no Brasil, você pode estender sua rede de contatos com a afinidade de um contato. A área de postagem se parece com a do Twitter, entretanto, é permitido a publicação de gifs, um ponto fraco do “pássaro azul” e do Facebook. À esquerda, existem os botões “Friend” e “Noise”. A primeira opção faz com que os posts da pessoa adicionada apareçam na sua home. Já “noise”, o usuário vai para uma lista separada do total de contatos como se fosse uma “lista vip”.

 

As notificações são enviadas por e-mail e o número de convites, encontrado no botão “Invite” é limitado a cinco pessoas. A busca é feita pelo botão “Discovery”, e é necessário o “@” antes do nome de perfil. Também é possível deixar à mostra apenas a home, esquecendo-se da quantidade de contatos evidenciada à direita do site, com a imagem das três barras.

 

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No último sábado, 12, foram adicionadas as opções “Block”, que permite bloquear um usuário indesejado e “Mute”, quando você não quer ouvir alguém adicionado. O  Ello enviou um e-mail a todos os usuários, informando que em breve, seria publicado um centro de notificações e o lançamento de apps para Android e iOS.

 

Opinião dos usuários

 

Conversamos com 24 usuários do Ello para saber o que eles acham da mídia social:

 

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Para quem ainda tem dúvidas se entra ou não no Ello, questionamentos sobre a funcionalidade dela, ou até mesmo para discutir sobre o site, o grupo “Entusiastas do Ello”, no Facebook pode esclarecer os questionamentos e debater sobre a usabilidade, além de ser uma chance de fazer amizades e contatos. O usuário do Ello Fernando Pinheiro teve a iniciativa de encontrar pessoas que ativaram conta na mídia social com a #fellow. “É uma brincadeira criada entre amigos para conhecer novas pessoas no Ello. A ideia é marcar o maior numero de pessoas em um post e convidar novos usuários a fazê-lo também. A palavra ‘fellow’ foi escolhida por lembrar ‘follow’ e também por significar companheirismo e amizade. Sem falar no trocadilho com ‘ello’”, explica.

 

O Ello traz essa proposta minimalista e simples, e essa é a identidade dela. O conteúdo publicado pelos usuários não “compete” com jogos, notificações, anúncios ou aplicativos. O relacionamento, diferente da maioria dos sites de redes sociais, é o foco aqui. Com detalhes do Tumblr, Twitter e a pequena Pheed, Ello é uma forte candidata a empatar com o Facebook. Só falta liberar aplicativos para dispositivos móveis.

 

Ah! Caso queiram me adicionar, é só clicar @rafaelrodrigues