Não deixe a criatividade matar sua startup

Todos sabemos que a criatividade é um fator essencial para o surgimento de startups, afinal, todas buscam realizar inovações nos processos e/ou produtos para os mercados. Inovação é uma palavra derivada do termo latino innovatio, definido com uma ideia, método ou objeto que é criado e que pouco se parece com padrões anteriores. Parece que inovação, criatividade e startups são termos que se complementam e que em muitas situações, se confundem.

 

 

Por outro lado, pesquisas realizadas em pequenas e médias empresas apontam que a falta de planejamento do empreendedor é um dos principais motivos da mortalidade desses negócios. Neste sentido, sabendo que startups são, naturalmente, microempresas com um grau de incerteza ainda maior, então, qual seria a importância do planejamento para o ambiente criativo e de incerteza das startups?

 

 

A literatura parece que já chegou a um consenso quando indica a utilização de metodologias de planejamento mais simples e dinâmicas para startups como: Canvas – modelagem de negócios, Scrum – gestão de tarefas, Design Thinking – modelagem da solução, entre outras em substituição ou complementação a ferramentas tradicionais como: planejamento estratégico e gerenciamento de projeto PMP.

 

 

Este consenso vem sido estimulado pelas incubadoras e aceleradoras, mas percebo pouca receptividade por parte dos empreendedores e equipes que trabalham em startups. Afinal, apesar de mais flexíveis, todas as metodologia exigem disciplina para planejar e monitorar que parecem conflitar com as expectativas de liberdade e informalidade que o ambiente criativo representa para os profissionais jovens e criativos.

 

 

Em muitas situações as ferramentas de gestão, ou não são utilizadas, ou são utilizadas sem o seu rigor, sob pena de coibir ou limitar a criatividade das pessoas e assim, locais de trabalho ficam de ponta-cabeça, tarefas são definidas sem detalhes, tempos são definidos sem critérios, tempo é dedicado a coisas sem prioridade, entregáveis não são revisados e projetos que nunca terminam em prol da criatividade continuam surgindo. Acredito que esse não seja um bom futuro para empreendedores que querem deixar sua marca.

 

 

Acredito fortemente na capacidade de criação das pessoas e de inovação dos empreendedores, essa é uma das principais características que nos fazem humanos, mas também aprendi que planejar – apesar de menos natural e muitas vezes chato e cansativo – é um canal que reduz ansiedade dos inquietos, organiza o pensamento criativo, permite foco aos dispersos, ajuda na comunicação dos que não gostam muito de falar e permite realizar mudanças ponderadas em lugar dos impulsos inovadores que empreendedores tem todos os dias. Aprendi que planejar é um remédio a ser prescrito, principalmente, aos criativos que querem se transformar em empreendedores ou profissionais de sucesso.

 

 

E você tem deixado a sua criatividade afastar você do sucesso ou tem ficado preso a métodos de planejamento inflexíveis? Quem disse que empreender seria fácil?

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