Google facilita a pesquisa por imagens com direito de uso

 

A internet é um território sem lei, na cabeça dos desavisados. O que se percebe, a cada dia, é que o cerco em cima dos espaçosos está se fechando. Seja porque “fulano” agrediu alguém numa rede social ou porque “beltrano” combinou com uns amigos de “tocar o terror” na escola. A polícia recolhe essas provas virtuais de vandalismo e, quem diria, até Obama vê o que veiculamos nas nuvens. Ops! ele afirmou no recente discurso que não verá mais.

 

Salvaguardando o direito da propriedade intelectual de muitos artistas e usuários, o Google lançou, recentemente, marcadores que filtram a pesquisa por imagens no site de busca. O que isso significa? Ora, meu amigo, significa que você pode baixar aquela imagem bacana no Google sem medo de ser processado e, assim, utilizá-la para postar na fanpage da sua startup. Pense no alívio!

 

Pesquisa por imagens sobre Digaí no Google. Detalhe: Marcadores de Direito de uso
Pesquisa por imagens sobre Digaí no Google. Detalhe: Marcadores de Direito de uso

 

Agora os proprietários de sites poderão usar licenças (contadas a partir de 2009) para indicar se os seus conteúdos  podem e como ser reutilizados, tudo sem advogado e nem sequer um intermediário. Esta opção estava escondida no site do Google até ganhar mais destaque recentemente.

 

Essa inovação na facilidade de acesso a imagens e vídeos livres de restrições partiu de um feedback de Lawrence Lessing, um escritor norte-americano, professor de Harvard e fundador do Creative Commons

 

Creative  Commons é uma plataforma online que não registra obras e nem substitui os direitos autorais. Mas, as licenças de uso do software são espelhadas na jurisdição da propriedade intelectual,  sem custo algum para o usuário, que pode ser, por exemplo, o criador de uma obra que têm a intenção de assegurar sua propriedade intelectual na mesma e também permitir o uso dela por outros cidadãos – os termos de uso quem define é o próprio criador.

 

Lawrence defende que a riqueza cultural advém da flexibilidade das leis de Direitos Autorais, pois, com maior liberdade de produção em trabalhos derivados haveria, consequentemente, mais liberdade criativa. Ele relativiza o conceito de pirataria ao não considerá-la um roubo, uma vez que, ela não priva ninguém do uso de nada – o que há são apenas cópias de produtos e não posse única deles.  Do mesmo modo, considera, também,  a liberdade como o principal fundamento para o desenvolvimento cultural e tecnológico.

A legalização dos Direitos Autorais surgiu bem antes da Internet e, por isso, sentimos dificuldade em  realizar legalmente algumas das ações mais comuns da era  digital – editar a fonte, copiar ou colar conteúdos de um  site. Segundo às leis que asseguram os direitos autorais, qualquer uma das ações já descritas precisam, obrigatoriamente, de prévia e expressa autorização do autor da obra.

 

A ferramenta do Google não define se uma licença é legítima, se o conteúdo é realmente/legalmente licenciado. Mas, disponibiliza agora marcadores capazes de facilitar a vida dos seus usuários. Esses marcadores definem os conteúdos como:

 

Não são filtrados por licença

Marcados para reutilização

Marcados para reutilização comercial

Marcados para reutilização com modificação

Marcados para reutilização comercial e com modificação

 

Nem o Bing tampouco o Yahoo apresentam um serviço parecido com esse o do Google. Ao menos, na minha humilde pesquisa por imagens nessas outras plataformas, não encontrei. Contudo, li algumas matérias que afirmam a existência desse serviço no Bing, desde o ano passado.

 

O que eu percebi, tanto no Yahoo, quanto no Bing foi que existe um filtro contra conteúdo adulto, apenas.

 

Quem souber mais sobre isso, posta aqui abaixo nos comentários. Sabe como é, texto bom é texto colaborativo.

 

 

 

 

 

 

Posts Relacionados

  • Desafio 10 anos do Facebook levanta debates entre especialistas

    Se você é atento às redes sociais, com certeza percebeu que, nos últimos dias, muitos dos seus amigos já postaram a montagem usando uma foto do antes e outra do depois. Esse é o desafio dos 10 anos, que está sendo compartilhado por milhões de pessoas no mundo inteiro com a hashtag #10yearschallenge, onde as pessoas se mostram como eram em 2009 em comparação ao agora, após 10 anos. Aparentemente, parece algo legal e apenas interativo, mas não é bem isso que está sendo debatido por aí.

  • YouTube pode ser próxima gigante a ser investigada

    O Facebook esteve no centro das atenções nos últimos meses, mas não por um bom motivo. O Congresso americano abriu uma investigação contra a rede social por causa da polêmica dos vazamentos de dados que permitiam que políticos e empresários atingissem públicos específicos de seus interesses. No entanto, o Facebook está longe de ser o…

  • O Dig testou: O que achamos do Facebook Paper

    O Facebook Paper é uma criação do próprio Facebook e permite que você navegue pelas atualizações de status da galera e também acesse a categorias de notícias através de uma interface mais visualmente “amigável” do que já estamos acostumados utilizando o app convencional do Face.   Ainda não se sabe o porquê, mas, por enquanto, só pega em iPhone,…

  • 5 Maneiras de Ser Mais Produtivo em Horas Improdutivas

    Você já se sentiu assim?   Vivendo na era da informação com cada vez mais conteúdos sendo disponibilizado gratuitamente e ao seu  alcance, porém tendo cada vez menos tempo para poder usufruir deles? Tantas atividades chatas impossibilitando o simples ato de poder sentar para ler, estudar ou pesquisar os assuntos que mais nos interessam. Ou…

  • Coletivy – A plataforma onde seu público ajuda a promover seu produto

      Quer ficar mais próximo do seu cliente? O Coletivy é uma site que permite a conexão entre empresa e usuário, a partir da criação de campanhas, enquetes e discussão de ideias para fazer o seu produto um sucesso, com a participação de quem já conhece a sua marca.   A plataforma vai além e…

  • Messenger Ads: Facebook terá anúncios entre as conversas

    A Rede Social mais popular do mundo anunciou, na última quarta-feira (12), a abertura de mais um canal em seu território digital para a inserção de publicidade. Vale lembrar que, no mês passado, o Facebook surpreendeu a todos com sua ousada estratégia para “segurar” seus usuários na rede: a introdução de vídeos streaming. E a…