3 impressões de um jornalista sobre o mundo do marketing

“Publicitários são todos uns vendidos“. Quando estudava jornalismo na faculdade, era esse um dos bordões recorrentes entre meus colegas acerca dos nossos vizinhos no prédio de Comunicação da PUC Minas, o famoso prédio “13”. Éramos românticos a ponto de acreditar que o jornalismo era a profissão dos idealistas, aqueles que lutam por um país melhor e, de preferência, contra o capitalismo selvagem apregoado pelos publicitários.

 

Cerca de 15 anos depois, quem diria! Aqui estou eu me desdobrando entre marketing e jornalismo, com forte tendência a me desapegar do segundo devido ao universo de oportunidades que esse novo campo de trabalho me apresentou. Mesmo tomando solapadas teóricas de termos que nunca ouvi falar, como CAC e Lifetime Value, por exemplo, muita coisa aprendi (e muitas mais estranhei) na – até então – breve convivência com profissionais que respiram marketing o dia inteiro. Que tal conhecer 3 das minhas impressões?

 

 

O Marketing é feito de adjetivos

 

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O jornalismo defende a imparcialidade e a objetividade para levar a notícia, sem ruídos, ao maior número de leitores possível. Já o marketing defende tudo aquilo que venha a chamar a atenção do público-alvo (e, de vez em quando, até chute no saco). A princípio, estranhei o uso indiscriminado de adjetivos como “incrível”, “matador” e “infalível” para despertar o interesse leitor. Hoje em dia, sou um verdadeiro obcecado por adjetivos realmente originais, atrevendo-me até a inserir um e outro nas quadradonas matérias jornalísticas (opa, olha o adjetivo aí).

 

 

No Marketing, o texto é cultuado

 

 

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Como se não bastassem as ondas de passaralhos, jornalistas que não têm o costume de ler jornais – muito menos livros – e tropeçam no português são, infelizmente, facílimos de se encontrar no mercado. Não que o marketing esteja repleto de Washington Olivettos, mas a verdade é que na área há um zelo muito maior com o texto, já que eles são umas das principais ferramentas para se converter visitantes em leads, no caso do Inbound. Um artigo bem feito automaticamente agrega valor ao autor, que se torna referência ou autoridade no assunto graças à dinamicidade da web.

 

 

Profissionais de Marketing adoram palestras

 

 

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Neil Patel – Foto reprodução

 

 

Nós, jornalistas, somos invariavelmente taxados nas rodinhas de amigos como “donos da verdade”. Justo ou não? Talvez isso explique a escassez de palestras dentro da área, a maioria restrita a eventos burocráticos promovidos por sindicatos. Normalmente, ninguém está a fim de saber o que o colega anda fazendo, a não ser, é claro, para criticar. No marketing, a proposta é diferente: quanto mais inspiração pudermos sugar dos colegas inovadores, melhor. Aqui, eventos tomam a proporção de uma Copa do Mundo do conhecimento, onde todo mundo veste a camisa e os palestrantes internacionais, como o inglês Neil Patel, transformam-se em autênticos “Messis”.

 

 

Além desses 3 aspectos, também me chamam atenção, diariamente, o apreço dos meus novos colegas por métricas, Ted Talks, Hangouts e Calls, esse último, a forma que eles intitulam telefonemas para clientes. Sem contar os inúmeros livros que fazem questão de recomendar “para inspirar” e aprimorar as “referências”. Além disso, no marketing não há espaço para julgamento: não importa se você tem 18 ou 81: se tem uma ideia original, ela pode e deve ser aproveitada. É… Os jornalistas temos muito a aprender com o marketing. Começando por se despir de preconceitos. Como canta um Sting cabeça aberta: “I’m a alien. I’m a legal alien, I’m a english man in New York”…

 

 

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Foto Reprodução

 

 

O que achou do post? Também acha que o jornalismo tem muito a aprender com o marketing? Digaí nos
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