Erro nas métricas do Facebook gera nova polêmica

Mais um erro do Facebook faz a plataforma se envolver em polêmicas. Dessa vez, a plataforma está sendo acusada de esconder erro nas métricas de vídeos publicados por usuários corporativos. A falha foi identificada por um funcionário em 2015, mas só foi informada e corrigida no ano seguinte. No entanto, apenas neste ano a polêmica veio à tona, embora o Facebook negue todas as acusações.

O ano de 2018 não foi um dos melhores para o Facebook. A plataforma se envolveu em várias polêmicas que, certamente, ficarão marcadas na história da rede social. No erro em questão, o Facebook informou que a falha só foi realmente identificada em 2016, ano em que foi divulgada. Por isso, ele segue brigando contra o processo. 

Métricas do Facebook
Fonte: Pexels.com

Métrica de visualizações de vídeos  

O processo de publicação de vídeos no Facebook funciona de forma simples, assim como um impulsionamento de imagens, por exemplo. A plataforma é intuitiva e pode ser facilmente manipulada pelos próprios empresários ou profissionais de marketing.

O objetivo com a publicação de vídeos, é promover anúncios e alcançar mais envolvimento com o público, ou seja, mais curtidas e comentários.

Após a publicação, eles precisam preencher relatórios de métricas. Nestes relatórios devem conter, entre outras informações, a quantidade de pessoas que visualizaram cada vídeo publicado durante a semana, mês ou outro período específico.  

Para isso, é realizado um cálculo para encontrar a média equivalente ao tempo total que uma pessoa levou para assistir ao vídeo, dividido pelo número de pessoas que reproduziram o conteúdo, mesmo não chegando a assisti-lo inteiramente. Foi justamente aí que o Facebook começou a falhar.

Erro de cálculo nas métricas de vídeos do Facebook

O cálculo estava sendo feito de outra forma, diferente do que os usuários corporativos esperavam. Antes de estipular o valor de orçamento da campanha, é possível informar como será essa otimização. Normalmente, é determinado que a cobrança seja feita apenas se o usuário assistir entre 3 e 10 segundos de vídeo.

O melhor cenário é a cobrança para o usuário que assistiu 97% do vídeo, pois este está mais próximo do envolvimento ou conversão futura. Essa, na verdade, é a forma de cobrança recomendada pelo Facebook.

O erro foi que a cobrança não estava respeitando esse tempo mínimo, fazendo com que fosse debitado do usuário até mesmo quando o “visualizador” assistia apenas 2 segundos de vídeo. Cálculo errado, cobrança indevida e um processo nas costas. Este foi o resultado da história.

Tela de login no Facebook
Fonte: Pexels.com

Polêmicas envolvendo o Facebook em 2018

Outras polêmicas envolveram a rede social durante o ano, sendo uma delas o compartilhamento de dados que influenciaram nas últimas eleições dos Estados Unidos. Informações de usuários, desde as mais simples, como uma curtida em uma página sobre animais, foram disponibilizadas para a equipe do candidato à presidência, Donald Trump.

A acusação de fornecimento de informações de usuários, por meio do Facebook, veio depois de fotos compartilhadas, onde estavam o fundador da rede, Mark Zuckerberg, e o príncipe saudita. Este era suspeito de usar o Facebook indevidamente, pegando informações para interferir nas eleições em vários lugares do mundo.

Mais uma polêmica que com certeza manchou a imagem do Facebook para seus usuários e admiradores.

E você amigo, o que achou dessa nova polêmica?

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