Como o processo de adoção de ideias pode te ajudar a vender mais

Você já deve ter percebido que as pessoas reagem de maneiras diferentes quanto às novidades que surgem no mercado. Um exemplo recente foi o lançamento do Iphone 6: algumas pessoas dormiram nas filas para serem as primeiras a adquirirem o produto. Enquanto que outras são mais resistentes às mudanças, como as que acham o máximo ouvir discos de vinil, por exemplo (nada contra).

 

Foto de Shutterstock.com
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Uma das maneiras de entender essas diferenças é interpretando o processo de adoção de ideias nas sociedades. Neste artigo, você  entenderá o modelo proposto por Seth Godin, que se adapta perfeitamente ao processo de adoção de novos produtos pelos consumidores. Através dele, podemos desvendar como encontrar o público ideal para um produto, de acordo com seu grau de abertura às novas ideias de consumo, e não errar mais em seu posicionamento no mercado.

 

 

O QUE DIZ ESSE MODELO DE ADOÇÃO DAS IDEIAS

 

Segundo o modelo proposto por Seth Godin, o processo de adoção de novas ideias passa por até 6 etapas, iniciando na “fronteira” e finalizando no “sempre aceito”, como mostra a representação abaixo:

 

 

Modelo do Processo de Adoção de Novas Ideias, proposto por Seth Godin

 

 

Cada uma dessas camadas representa um grupo de pessoas, de acordo com seu grau de abertura para uma determinada nova ideia.

 

1-      Fringe

 

O processo se inicia na “fronteira” (fringe), por onde as ideias penetram na sociedade. As pessoas que estão neste grupo são as mais abertas a uma determinada nova ideia (esclarecendo que estes grupos variam de ideia para ideia). Por exemplo, algumas pessoas aceitam a ideia de andarem nuas em público, mas elas ainda são a “fronteira” dessa ideia, pois é um grupo muito restrito de pessoas que a aceitam, é uma ideia amplamente condenada (Apesar de que algumas pessoas já se arriscaram andando nuas em público, o que nos leva à próxima faixa).

 

2-      Risky

 

O segundo grupo das pessoas a adotarem a nova ideia acham os “de fronteiras” uns loucos… até considerarem a ideia como viável. São pessoas que querem correr o risco de experimentarem uma nova ideia (ou produto), dentro de uma margem mínima de segurança, afinal, eles não são loucos ou cobaias… são aventureiros.

 

3-      New

 

As pessoas que se encontram no grupo do “novo” se atraem por tudo o que é novo, desde que não seja mais arriscado. Elas gostam da exclusividade de estarem entre as primeiras, de lançarem tendências, e se sentem atraídas por ideias novas, desde que não represente mais riscos à sua imagem ou integridade.

 

4-      Hot

 

Para chegar aqui, a ideia (ou produto) já foi testada pela gente da vanguarda. “Se eles estão usando é porque é uma boa”, é o que pensam as pessoas desse grupo. É o início de sua popularização.

 

5-      Mass

 

Quem está nesse grupo consome o que os outros estão consumindo. A influência do grupo é definidora. Aqui a ideia ou o produto é “um sucesso de público”!

 

6-      Always

 

O último e maior grupo é aquele que menos entrou em contato com a ideia ou produto em questão, por uma razão ou por outra. Mas existe o momento em que a massa começa a pressionar essa camada para que ela também aceite a novidade “como o certo a se fazer”. Podemos observar esse fenômeno nas instituições públicas, que costumam serem as últimas a adotarem uma tecnologia, fazendo-o apenas quando isso parecer “o mais certo e seguro a se fazer para a sociedade”.

 

 

COMO ENCONTRAR O PÚBLICO IDEAL?

 

Foto de Shutterstock.com
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Trazendo essa lógica para o processo de adoção de novos produtos, a pergunta a se fazer é: em que etapa de aceitação seu produto se encontra? Ele é algo “diferente de tudo o que já foi feito”? Ou um tipo completamente aceito pelas pessoas?

 

Pense nas características do seu produto. Por exemplo: o Google Glass foi lançado como algo completamente diferente do que existia, já que foi o primeiro wearable comercializado. E ele foi oferecido inicialmente a um grupo muito restrito de pessoas. Já no extremo oposto estão uma caneta, um sanduíche, um livro… que são oferecidos para todos e qualquer um.

 

Para serviços a classificação é um pouco mais curiosa. Você pode oferecer cortes de cabelo, mas, que tipo de cortes de cabelo? Tradicionais (aceitos por todos) ou ousados, que poucas pessoas teriam a “coragem” de adotar? Detalhar o produto é fundamental para desvendar seu grau de aceitação e oferecê-lo ao público certo para aquele momento.

 

 

O PROCESSO É UM CAMINHO A SER TRILHADO

 

Como um processo, isso significa que existe um caminho a ser trilhado, que geralmente começa na “fronteira” (fringe) e termina no “sempre aceito” (Always). O produto que hoje causa estranheza é o produto comum de amanhã, como aconteceu com os fones de ouvido, telefones celulares, computadores e músicas rock.

 

O importante para nós, profissionais que trabalhamos com a introdução de novos produtos no mercado, é compreender em que faixa de aceitação o produto se encontra, para oferecê-lo justamente às pessoas interessadas em fazer uso dele. Seja “uma loucura”, arriscado, novo, da moda, de massa, ou aceito por todos.

 

Já tinha parado para pensar nisso?

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