Desde o dia 25 de maio deste ano, está valendo no velho continente a Lei europeia de proteção de dados. Os países que fazem parte da União Europeia ou que captam dados de pessoas que vivem em território europeu são guiados pela norma. Dessa forma, empresas brasileiras que operam junto à Europa estão sendo exigidos que se adaptem à nova realidade da segurança.

lei europeia de proteção de dados

Como funciona a Lei europeia de proteção de dados

 

A regulamentação, que é considerada a de maior proteção à privacidade virtual desde o início da década de 1990, quando a internet surgiu, determina que os usuários podem checar as informações que as empresas guardam sobre eles. Além disso, estipula que a coleta e o uso dos dados sejam feitos apenas sob o consentimento explícito das pessoas.

 

A Hexagon, marca líder mundial no fornecimento das tecnologias da informação, criou um comitê global e multidisciplinar personalizado. O intuito é adequar os aspectos jurídicos da nova lei às operações cotidianas. Rachel Filipov, gerente global da empresa, explica que o regulamento já impôs algumas restrições. Um delas é referente ao uso dos contatos que existem nos bancos de dados para a realização de marketing digital. Com isso o consumidor será menos bombardeado por informações e os profissionais de marketing digital terão que ser mais criativos.

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Mudanças e cuidados necessários

 

De acordo com especialistas do mercado, os brasileiros irão perceber a mudança na política de proteção de dados especialmente em sites e aplicativos que fornecem serviços globais. Os usuários notarão que possuem um controle muito maior sobre quem acessa às suas informações pessoais e quais dados estão sendo coletados.

 

O CEO da OSTEC Business Security, Cássio Brodbeck, reforça que as pessoas devem estar atentas à própria privacidade na internet. Por isso ele afirma que é fundamental que usuários se exponham o mínimo possível e usem aplicativos e sites confiáveis. O segredo, segundo Brodbeck, é fornecer apenas informações pessoais realmente necessárias.

 

E aí, amigo, o que você acha da nova lei de proteção de dados?