A maior empresa de buscas na internet do mundo vem enfrentando questões complicadas nos últimos meses. Em março, um e-mail interno enviado para o mundo revelou que o Google estaria trabalhando em parceria com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos. O objetivo seria obter a sua inteligência artificial e usá-la para um sistema de vigilância através de drones. Grande parte dos funcionários não apoiou essa aproximação estatal, o que resultou em vários pedidos de demissão como forma de protestar contra a decisão.

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Novas diretrizes

Após a polêmica, o Google resolveu se posicionar sobre. De acordo com a reportagem publicada pelo New York Times, a empresa está investindo em novas diretrizes para desenvolver tecnologias de inteligência artificial voltadas para o uso militar. Apesar de não ter esclarecido quais serão essas novas diretrizes, o Google afirmou que não irá permitir que as tecnologias sejam implementadas em armamentos. O foco da empresa é apenas na colaboração em vigilância e investigação.

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Consequências dessa decisão

O e-mail vazado internamente denunciou a empresa ao mostrar que ela estaria trabalhando em conjunto com o Projeto Maven do Pentágono, no qual o principal objetivo é acelerar a integração do Departamento de Defesa com Big Data e Machine Learning. O serviço de segurança captura imagens que serão analisadas por softwares da empresa. O Google divulgou que estava oferecendo APIs para auxiliar na detecção dessas imagens e que considerava um uso não agressivo dos dados.

A polêmico perdurou pelos meses seguintes, quando mais de três mil funcionários escreveram uma carta ao CEO pedindo que ele reavaliasse a participação da empresa no projeto. A alegação deles era de que o Google não tem o histórico de envolvimento em projetos do “setor de guerras”. A rede não comentou mais sobre a controvérsia, dando apenas indícios de que investirá na ferramenta.

E aí, amigo, o que você acha do uso da decisão do Google?