Embora os últimos anos tenham sido bastante difíceis para a economia nacional, alguns setores conseguiram se destacar dos demais. Entre eles está o mercado infantil, que foi um dos que mais cresceu nos últimos anos. Em 2017, por exemplo, o faturamento do nicho de brinquedos foi de aproximadamente R$ 6.391 bilhões, 6,2% a mais do que 2016.

O levantamento foi realizado pela ABRINQ (Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos), que comparou o resultado do ano anterior com os de 2014, 2015 e 2016, períodos que também foram positivos para o setor. Além disso, o ano passado fechou com mais 1.110 novos postos de trabalho em relação a 2016.

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Mercado infantil e o e-commerce

Para Synésio Batista da Costa, presidente da ABRINQ, é fundamental que as famílias estimulem as crianças em relação ao ato de brincar. Até 2021 o setor espera ocupar 70% do mercado nacional, mas as empresas precisam investir na estruturação das operações e nos processos de fabricação.

Uma das alternativas para aumentar as vendas é investir no e-commerce, tendo em vista que o mercado infantil tem se destacado bastante principalmente através da internet. Além de poder vender através desse canal, é possível também fazer parcerias com produtores de conteúdo relacionados ao tema. Nos últimos anos surgiram vários canais no YouTube onde crianças testam brinquedos e fazem avaliações deles, onde a quantidade de visualizações já ultrapassa a casa dos milhões.

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Mercado infantil durante a crise

A força do mercado infantil despertou o interesse de diversas pessoas devido aos resultados obtidos durante a crise nacional. Em 2016, período bastante crítico para o país, o segmento de moda infantil cresceu 6% enquanto que o de moda adulta apresentou queda de 9,8 %, segundo dados da Abravest.

O aumento da utilização de smartphones e dispositivos móveis até mesmo por crianças tem ampliado o alcance de anúncios e propagandas para esse público. Além disso, a praticidade, comodidade e a possibilidade de adquirir um produto com preços melhores atraem também a atenção dos pais.

E aí, amigo, você acha que o e-commerce infantil é um mercado promissor?