No dia 22 de novembro, o YouTube anunciou que iria retirar de sua plataforma diversos canais com conteúdos impróprios, especialmente os que tinham como público principal as crianças. Mesmo que tivessem milhões (e até bilhões) de visualizações, alguns vídeos iam de encontro às novas políticas da empresa. Vale lembrar que há alguns meses a plataforma tinha anunciado que iria punir vídeos com conteúdo ofensivo.

Essa ação tem o objetivo de intensificar ainda mais a fiscalização dos conteúdos disponibilizados, tendo em vista que muitas pessoas reclamam de alguns materiais exibidos. O canal Toy Freaks, por exemplo, teve que encerrar as suas atividades mesmo que contasse com mais de 8,5 milhões de inscritos e bilhões de visualizações, sendo o 68º endereço mais popular do mundo.

youtube retira canais conteudos improprios

Consequências financeiras

Com a fiscalização mais rígida e a exclusão de diversos vídeos, já era esperado que alguns anunciantes retirassem seus anúncios do YouTube. Agora, uma semana depois da exclusão de alguns canais, empresas como Mars e HP são as primeiras a deixarem de fazer propaganda na plataforma.

Em uma notificação oficial, as empresas falaram que não querem que seus produtos sejam associados a conteúdos impróprios ou ofensivos. Além disso, elas revelaram que só voltarão a investir em propagandas no YouTube quando a empresa reforçar sua política de proteção a esse tipo de material.

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Políticas de proteção

Essa não é a primeira vez que o YouTube exclui materiais da sua base. Em maio desse ano vários conteúdos que propagavam ódio ou mensagens ofensivas foram retirados da plataforma, o que diminuiu bastante o número de visualizações de canais com muita popularidade.

O canal Toy Monsters, por exemplo, tinha 1,3 bilhões de views, e logo após o bloqueio de diversos vídeos esse número caiu para 86 milhões. Embora essas medidas tenham gerado efeitos positivos, o YouTube disse que trechos dos vídeos excluídos ainda podem ser acessados através de canais de outras pessoas, o que dificulta o controle de proteção.

E aí, amigo, o que você acha dessa decisão do YouTube?