Streamings de música: eles ainda vão pegar você

Como colecionador compulsivo de CD’s e DVD’s, não sou a pessoa mais indicada para falar do avanço dos serviços de streaming no país. Ou talvez seja. Fato é que, se essa onda de streamings de música arrumou um jeito de chegar até a mim, um analógico inveterado, é sinal de que todos nós especialistas em marketing digital deveríamos prestar um pouco mais de atenção ao que majors do ramo, como a Deezer, andam aprontando por aqui.

 

Neste artigo, você vai ficar por dentro de alguns números ambiciosos dessa empresa, além de tirar sua própria conclusão sobre a validade de se consumir música por meio dos serviços de streaming.

 

 

Ok, wtf é essa de streamings de música?

 

 
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O serviço de streaming funciona basicamente a partir do download de um aplicativo no PC ou celular. Com o programa instalado e uma conexão à internet, você tem milhões de faixas à sua disposição para serem ouvidas sem a necessidade de comprar – como no Itunes, por exemplo – ou baixar para sua máquina (embora esse recurso também exista).

 

Para quem decide não se tornar assinante do produto, o único empecilho são os eventuais intervalos comerciais que cortam o clímax entre uma faixa e outra dentre as cerca de 30 milhões presentes em cada uma das plataformas oferecidas no mercado, como Deezer, Spotify e Rdio.

 

 

Legal, mas já faço isso no YouTube

 

Embora o YouTube conte não só com vídeos, mas playlists com álbuns inteiros (uma prática na maioria dos casos ilegal), os aplicativos de streaming oferecem um ambiente mais qualificado, interativo e conectado aos hábitos dessa moçada para a qual a música, desde então, sempre foi de graça.

 

 
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Dados da Deezer Brasil revelam que os usuários com menos de 25 anos representam 31% da base de assinantes. São pessoas que não só usam o aplicativo para ouvir seus artistas favoritos dentro do ônibus, mas também para ficarem antenados com as últimas novidades no panorama musical.

 

 

Interessante, mas por que eu deveria parar de baixar músicas ou comprar cd’s?

 

Primeiramente, os streamings de música representam uma vitória expressiva contra a pirataria. Você não vai mais precisar infringir a lei dos direitos autorais com MP3’s de qualidade técnica inferior, tampouco lotar seu HD com músicas digitais, correndo o risco de perdê-las em qualquer falha do sistema. Um streaming é como colocar no bolso uma jukebox – com uma discoteca inteira.

 

 
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Em segundo lugar, ninguém disse que você deve parar de comprar cd’s, até porque a indústria fonográfica transformou essas mídias em objetos de fetiche de colecionadores, com boxes luxuosos e inúmeros reissues, além de ressuscitar o disco de vinil para os mais nostálgicos. O “x” da questão é que, quanto mais se popularizam, mais os aplicativos oferecem conteúdos exclusivos dos artistas, obrigando o fã preciosista a deixar o preconceito contra o suporte digital para conferir versões raras proporcionadas pelo ídolo no meio digital.

 

 

E o que os músicos pensam a respeito do streaming?

 

Bom, agora entramos num território nebuloso… Enquanto artistas iniciantes como Tove Lo só têm a se beneficiar com o impulso da divulgação via streaming, medalhões como Taylor Swift e Radiohead têm encabeçado verdadeiras batalhas contra os aplicativos, com o argumento de que eles não remunerariam os músicos devidamente, além de incentivarem o público a não pagarem pelas obras.

 

 
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No início de 2015, Jay-Z, o grande astro do hip-hop americano, chegou a recrutar um elenco de peso (Kanye West, Madonna e Coldplay são apenas alguns dos que aderiram) para fazer parte da sua ambiciosa startup de serviços de streaming, o TIDAL, que, segundo o rapper, faria jus aos músicos ao concedê-los uma fatia mais razoável da receita gerada.

 

 

Caso U2

 

Enquanto o streaming revoluciona a indústria fonográfica, artistas fazem o que podem para manter suas cifras milionárias. Alguns partem para a estratégia suicida, como o Wilco, que pegou todo mundo de surpresa ao disponibilizar de graça o último álbum “Star Wars” no site oficial da banda.

 

 
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Já o U2, quem diria, pecou pela soberba. A estratégia de lançamento do seu último disco “Songs of Innocence” causou polêmica, pois a banda disponibilizou de graça todas as faixas do álbum no Itunes, o que irritou quem detestava a banda e foi obrigado a engolir um disco inteiro ocupando espaço no aparelho. E o pior de tudo: sem dispositivos para apagar o presente de Bono, ou melhor, de grego.
 

 

Vamos aos números

 

 
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Os números grandiosos comprovam que os streamings de música estão longe de serem mais uma “modinha” para impedir a derrocada da indústria musical. Confira alguns dados da Deezer (que apenas acaba de chegar em território brasileiro):

 

  • 6 milhões de assinantes
  • 16 milhões de usuários/mês
  • Presente em mais de 180 países
  • Catálogo: 35 milhões de músicas
  • Mais de 100.000 playlists disponíveis
  • Mais de 50 editores espalhados pelo mundo – especialistas que trabalham em conjunto com os algoritmos para recomendar músicas, discos e playlists para os usuários (sistema de sugestão baseado em curadoria humana + inteligência artificial).

 

Se você é um legítimo music lover, não pode mais fugir da realidade do streaming, com seu conteúdo abundante e de fácil acesso. Se você é um empreendedor digital, já deve (ou deveria) estar encarando o serviço como um rentável parceiro da sua empresa, de olho na base de assinantes que não para de crescer mundo afora. Mas não se preocupe: independente de quem venha a ganhar mais com o negócio, música boa nunca deixará de ser produzida, seja no formato analógico ou digital. Como diria Elvis: “It’s one for the money, two for the show“.

 

 
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Apesar de não abrir mão da minha coleção, eu me convenci da importância do streaming. E você, o que pensa disso? Digaí nos comentários e depois veja esta matéria que também irá lhe interessar sobre a invasão dos streamings de música no Brasil!

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