Uma das extensões mais populares para Google Chrome é o Adblok, um bloqueador de anúncios. Mais de 10 milhões de usuários já instalaram e o avaliaram com nota excelente. Mas, afinal, por que existem tantas pessoas interessadas em bloquear os anúncios da web? E para quem anuncia, será que existe uma maneira de não perder seu público com a extensão?

 

 

COMO FUNCIONA O ADBLOCK

 

 

O Adblock é uma extensão gratuita para os principais navegadores da web: Chrome, Firefox, Explorer, Safari, Opera, Maxthon e Yandex, sem esquecer do Android. Ao adicionar o Adblock às extensões do navegador, a maioria das modalidades de anúncios é identificada e automaticamente bloqueada durante o carregamento da página, de maneira que os anúncios não sejam exibidos para o usuário.

 

Ao instalar o Adblock, o usuário começa a utilizar a configuração padrão, colocada como “filtragem de anúncios inaceitáveis”. Mas também é possível adicionar ou retirar anúncios da lista de filtrados (bloqueados), como também se pode utilizar a configuração de bloqueio total de propagandas.

 

 

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Sobre o Adblock, na Chrome Web Store

 

 

PORQUE TANTA GENTE QUER BLOQUEAR ANÚNCIOS

 

A experiência de navegação com o Adblock é bastante diferente da experiência sem ele. No Facebook, por exemplo, toda a área que hoje é ocupada por anúncios, na lateral, fica livre, assim como não são exibidos anúncios (Facebook Ads) entre as atualizações do Feed de Notícias. Isso permite uma experiência com o conteúdo muito mais íntima e espontânea.

 

 

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Adblock para Facebook

 

 

Uma diferença marcante é a utilização do Youtube com o Adblock. Nenhum anúncio interrompe os vídeos durante sua exibição, além da plataforma não “sugerir” anúncios na barra lateral direita.

 

 

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Adblock para Youtube

 

 

MAS E QUEM VIVE DE PROPAGANDA NA WEB?

 

Considerando que muitos produtores de conteúdo na internet sobrevivem da renda conseguida através de anúncios, desde 2009 a Adblock começou a trabalhar em uma lista de exceções. Foi criado um fórum para a discussão de anúncios aceitáveis (como é colocado), para a configuração da “whitelist”.

 

Nessa whitelist estariam sendo inseridas as peças que:

 

  • Possuam somente anúncios estáticos (sem animações, sons, ou similares);
  • Sejam preferencialmente texto, sem imagens muito “chamativas”;
  • Não exijam o clique do usuário;
  • Não ocupem todo o topo da página;
  • Se apresentem como publicidade;
  • Só façam uma requisição DNS;
  • Utilizem preferencialmente um script;

 

Dentre outras regras que visam proporcionar uma melhor experiência do usuário com os sites.

 

 

COMO NÃO SER BLOQUEADO PELO ADBLOCK

 

Segundo o The Guardian, existe uma polêmica envolvendo o Adblock com os principais anunciantes do mundo. Alguns falam de “extorsão”, ao se referirem à abordagem da equipe do Adblock, que parece cobrar para incluir os grandes sites em sua whitelist. Em 2013, o Google chegou a excluir a extensão do Adblock de sua Play Store, por ele “interferir ou acessar outro produto ou serviço de forma não autorizada”.

 

Mas, segundo a equipe da extensão, a missão do Adblock é a de melhorar a experiência do usuário durante a navegação em sites, permitindo que “pequenos anunciantes” exibam seus anúncios (dentro das diretrizes) e não sejam prejudicados.

 

É possível solicitar ao Adblock a inclusão de seu anúncio ou página à Whitelist, através desta página. Mas alguns administradores de páginas estão tomando suas próprias medidas para conscientizar o público quanto à política de publicidade, e para isso bloqueiam o acesso de usuários que utilizem a extensão bloqueadora.

 

Isso significa que o acesso a estas páginas aparece assim para quem tem o Adblock:

 

 

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O site TV Meu Brasil, inacessível com o Adblock ativo.

 

 

OS DOIS LADO DA MOEDA

 

É interessante notar como a questão tem sido abordada pelas partes envolvidas. De um lado, temos usuários em busca de conteúdo, mas incomodados com publicidades “chatas” e intrusivas.

 

 

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Calma! Este é só um exemplo de propaganda “malquista”

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E este também.

 

De outro, temos infoprodutores e anunciantes, que obtém renda através da publicidade e, com isso, conseguem manter a produção de conteúdo gratuito e interessante aos usuários.

 

 

SEM PROPAGANDAS É A SOLUÇÃO?

 

Uma das soluções encontradas por alguns produtores de serviços mantidos na web é a criação de contas premium, sem publicidade. A versão gratuita é oferecida, com anúncios, e a versão paga não possui publicidade. Dessa forma, o serviço encontra meios para se manter, sem “incomodar” o usuário com publicidade.

 

A pergunta que não quer calar é: por que a publicidade tem de ser tão detestável assim? Será que as versões pagas e livres de anúncios são a única opção para quem deseja oferecer um serviço de qualidade na web? Ou será que a oferta de anúncios poderia pode ser mais satisfatória? Aos colegas de profissão, fica o convite para pensar.