Eu sei, é estranho ver um site focado em mídias onlines falar para você não esquecer as offlines. Ás vezes também olho para o jornal e fico me questionando: “Será que ainda vende?” Parece ser tão ultrapassado que nem olhamos mais para ele, mas a verdade é que vende.

 

Só as mídias tradicionais receberam mais de 95 bilhões de investimentos em mídia. Isso de acordo com o Ibope Media, em relação a 2014. A televisão, por exemplo, é o meio de comunicação mais usado pelos brasileiros, sendo consumida em média diária de 4h31, de acordo com a Pesquisa Brasileira de Mídia 2015. O IVC (Instituto Verificador de Comunicação) revela que, em 2014, houveram mais de 4.392.567 jornais em circulação e também ocorreu um aumento de 7,5% nos números de assinantes.

 

Bom, mas presta atenção; não estou falando pra você esquecer das novas mídias e ficar com as mídias tradicionais. O meu propósito, neste texto, é te lembrar de usar os dois.

 

O divórcio

 

Ultimamente o que tenho observado é um total divórcio destes meios. As empresas não estão conseguindo trabalhar bem com os dois segmentos de mídias e acabam apostando mais em um do que no outro.

 

Na atualidade, as pessoas se encontram conectadas a internet por quase todo o dia, em média 4h59 por dia durante a semana e 4h24 nos finais de semana (dados da Pesquisa de Mídia), porém elas também são atingidas por inúmeras mídias offlines em um dia, por um outdoor, um painel eletrônico, um busdoor, um anúncio em revista , através dos comerciais de televisão e entre outros.

 

Agora, a minha pergunta é: por que mesmo assim, ainda são poucas as campanhas que trabalham bem com a crossmedia¹ e a transmedia²? Talvez, a resposta esteja na estruturação de campanhas. Como assim? Empresas grandes costumam trabalhar com múltiplas agências, cada uma fazendo uma parte da ação, ou seja, existe uma agência para planejar a campanha offline e outra para organizar a online. Esta segmentação dificulta a comunicação entre as duas áreas e cria uma dicotomia entre os anúncios que vemos no digital e no tradicional.

 

Será este o único motivo? É claro que não. O ponto é que os profissionais de marketing ainda estão aprendendo a fazer campanhas para o online e por isso acabam: buscando inovar no digital, se dedicando para fazer ações surpreendentes e em contrapartida se prendem nos antigos formatos do offline.

 

Reatando o relacionamento

 

Uma boa comunicação consiste em cercar os consumidores de todos os lados. O alcance só será completo se você conseguir atingir o seu público-alvo, tanto nos meios offline, quanto nos online. Como fazer isto? Certifique-se que esteja utilizando a mesma identidade visual em ambos os meios; use e abuse da segunda tela e realize uma conversa entre a sua campanha offline com a online, ligando os dois meios e fazendo com que um complemente a informação do outro.

 

Em exemplo disto: há campanhas de televisão que divulgam hashtags ou que pedem para o usuário acessar um determinado site para ver mais informações do anúncio. Também é possível potencializar a campanha de um produto ou serviço com a criação de um jogo, que aumenta a experiência do usuário em relação a marca ou produto/serviço divulgado.

 

 

As bodas de ouro

 

O futuro da publicidade consiste no relacionamento perfeito entre as mídias tradicionais e as novas mídias. Entenda, caro profissional, a importância de casar estes dois meios para que a sua campanha ganhe mais relevância, em meio a uma imensidão de anúncios que atingem cada pessoa durante o dia. Unir estes meios garantirá que você atinja seu público-alvo de forma mais eficaz e certeira.

 

Espero que um dia, o meio online e offline estejam tão casados, unidos a mesma comunicação, que completem bodas de ouro. Você tem algum exemplo de campanha que juntou de maneira eficaz estes dois meios? Compartilhe nos comentários. 🙂

 
¹Crossmedia é quando uma mesma mensagem é transmitida por diversas mídias sem sofrer alteração no conteúdo.

²Transmedia ocorre quando uma mensagem com conteúdo diferenciado é transmitida por diversas mídias, onde uma mídia complementa a informação da outra.