Como alguns dos leitores dos meus posts já sabem, venho do mundo dos empreendimentos e investimentos off-line – que vivem ciclos de maturidade e retorno diferentes dos negócios digitais. Em outras palavras as empresas do mundo off-line tardam um pouco mais para amadurecer e tem retornos mais previsíveis, fazendo com que haja possibilidade de calcular mais assertivamente os riscos, mesmo que em alguns casos o retorno seja potencialmente menor.

 

Isso parece que naturalmente afasta do mundo digital uma boa parte dos investidores do mundo off-line, limitando, na partida, o número de investidores disponíveis. Na minha iniciação ao mundo digital participei de alguns eventos e encontros com a presença de startups (DEMO BRASIL, CAMPUS PARTY, STARTUP WEEKEND e outros) e conheci alguns investidores digitais. Dai surgiram duas boas questões para empreendedores de startups que precisam de investimentos para viabilizar ou acelerar os seus negócios: quem são e o que buscam os investidores anjos?

 

Considerando o número limitado de investidores-anjos no mundo digital nacional, posso dizer que identifiquei 3 grupos que além de capital podem oferecer outros ativos às startups.

 

1º – Investidor-acelerador: formado por grupos de profissionais com diferentes expertises e idades, com metodologias próprias de avaliação do negócio que aportam um volume variado de conhecimentos e infra-estrutura;

2º – Investidor-executivo: formado por executivos entre 35 e 50 anos com carreira executiva com boa visão de mercado e excelente network em áreas específicas;

3º – Investidor-empreendedor: formado por ex-empreendedores digitais entre 25 e 40 anos que obtiveram sucesso em seus empreendimentos e que possuem energia e querem se envolver na operação de novas start-ups, mas sem a responsabilidade do dia-a-dia.

 

Em comum estes investidores buscam de um lado startups com potencial de crescimento e ao menos um protótipo e do outro uma equipe competente, unida e com atitudes empreendedoras. E é ai que vi a fragilidade das startups, pois mesmo com pitches muito bem ensaiados que até chamam a atenção de alguns investidores, muitos não assumem o risco nem de seus salários, fazendo da startup um bico a espera do investidor e seu rico dinheiro ou por outro lado se enchem de orgulho dos prêmios ou da incubadora a qual pertencem parecendo que não precisam de nenhum outro ativo, além do dinheiro do investidor para se tornar o próximo Facebook. Ambas posturas são repudiadas pelos investidores. E ai imaginem que são poucos os que investem e ainda se deparam com este tipo de startup.

 

Enfim, pensando como um investidor, você investiria em você ou iria buscar um bom imóvel para fazer seu dinheiro render ? Pense nisso e torne sua startup um negócio realmente atrativo.