YouTube pretende investir em TV online em 2017

Depois de anunciar a ideia de aplicar uma taxa mensal para ver os vídeos sem anúncios, o YouTube relança o seu design mobile e agora quer se transformar em uma distribuidora de conteúdo televisivo (como se ela já não fosse).

 

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Fontes como a Bloomberg News afirmam que a mídia social estaria trabalhando desde 2012 em um serviço de streaming chamado “Unplugged”, permitindo usuários utilizarem um pacote de canais a cabo. O objetivo é gerar receita oriunda de mensalidades e não de anúncios.

 

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Ela já teria entrado em negociações com canais como a NBC Universal, CBS, Twenty-First Century Fox e Viacom. A ideia inicial é disponibilizar uma assinatura básica como experimento  para ver a reação do público, sobre o valor de US$ 35 mensais. Esse serviço pago seria mais uma fonte de receita para o YouTube, já que conta com o YouTube Red, serviço que permite a visualização dos vídeos sem propagandas, pelo valor de 9,99 dólares por mês.

 

Anunciantes e mensalidades como receita

“Temos como objetivo proporcionar uma maior escolha para os fãs do YouTube – mais maneiras para eles para se envolver com os criadores e uns aos outros, e mais maneiras para eles para obter grande conteúdo”, explicou Sundar Pichai, executivo-chefe do Google, em uma carta aos acionistas, veiculada pela Bloomberg.

“Nós começamos esta jornada com aplicativos especializados, como YouTube Kids e o nosso serviço de assinatura YouTube  Red”.

A dificuldade está em reunir os canais mais relevantes para criar um plano interessante para os prováveis clientes e atraente para os distribuidores de conteúdo, já que precisa de um valor acessível, porém lucrativo tanto para o YouTube, tanto quanto os canais de televisão. Um impasse que, por exemplo, a Apple vem tentando vencer para incrementar a Apple TV.

O negócio pode vir a ser extremamente lucrativo para o YouTube, além de ser mais uma modalidade de fornecimento de conteúdo e realizar uma participação da convergência de mídia, cada vez mais, sendo explorada em diversos veículos, numa troca de formato de conteúdo. Se antes, os vídeos e músicas eram partilhados pela mídia social, agora a TV entra numa das plataformas mais utilizadas do planeta.

 

Mas isso já acontece, não?

O problema é que, querendo ou não, a inserção da TV no YouTube já acontece há muito tempo, porém, não da forma rentável como o site de rede social deseja. Programas, desenhos animados, novelas, séries, filmes e comerciais, sejam eles fragmentados ou não, já estão expostos, publicados ou por usuários anônimos ou, até mesmo, pelo canal de televisão, sem custo algum ou mensalidade. Entretanto, a situação pode ser melhorada devido ao compromisso de oferecer vídeos de qualidade (o que não podemos escolher quando um conteúdo televisivo é postado no YouTube), ou extras e bastidores, o que pode influenciar no pagamento dessa mensalidade.

Com os passos do YouTube, já é notável que ele não quer depender de anunciantes para obter sua forma de lucro, e sim, dela mesma através de mensalidades por conteúdo exclusivo, direto e de melhor nível. Não que empresas anunciantes percam seu valor, porém, deixam de ser a única forma de obtenção de dinheiro.

O YouTube ainda não lançou oficialmente a proposta nem projeção de aplicação do “Unplugged” no Brasil, assim como o seu valor. Vamos ver a aceitação do serviço em 2017.

 

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