A produção de conteúdo no formato de podcast chegou ao Brasil no início dos anos 2000. Com a concorrência de outras mídias, aos pouco ele foi perdendo espaço. Mas, nos últimos anos este formato voltou a configurar como uma estratégia de comunicação bastante eficaz, tendo em vista a mudança de comportamento do público em relação ao consumo de conteúdo. Nós do Digaí, por exemplo, temos o Digcast (que no momento está em hiato), disponível no nosso portal.

Percebendo essa importância do podcast nos dias atuais, o Spotify fez uma análise de audiência desse tipo de conteúdo, para verificar a maneira como o usuário está consumindo o material produzido. Surpreendentemente, a empresa de serviços musicais percebeu que grande maioria das pessoas está escutando durante o expediente de trabalho. A diferença de audiência entre os dias da semana e os fins de semana chega a ser de até 45%.

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Horários de maior audiência

Analisando o comportamento do seu público, o Spotify percebeu que o horário de maior audiência é ao meio dia, entre segunda-feira e sexta-feira. Além da preferência de horário, a empresa também foi capaz de analisar o tipo de conteúdo que as pessoas mais gostam de escutar de acordo com o período do dia.

Produções com um materiais mais atualizados ou recentes são os mais ouvidos durante as primeiras horas do dia. Já aqueles mais longos, densos e com conteúdos mais científicos são consumidos no meio da tarde, um horário considerado por muitos o de maior produtividade no expediente de trabalho.

Importância do estudo

Aparentemente esse estudo pode ser utilizado apenas para o Spotify identificar o comportamento do seu público em relação aos podcasts, mas para os produtores de conteúdo a pesquisa também se mostra bastante importante. A partir dos dados apresentados, as marcas podem planejar o material de acordo com a hora em que o seu público está mais propenso a ouvir o conteúdo.

Além disso, a volta do podcast serve para as empresas ficarem atentas às mudanças constantes que ocorrem no mercado. Mídias, formatos e produtos que aparentemente perderam sua força, podem voltar a fazer sentido em um contexto onde atenda a uma necessidade do público.

E aí, amigo, o que você acha do podcast como produção de conteúdo?