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Muito se falou no início desta semana sobre o lançamento do Facebook Workplace. Mas, afinal, o que essa plataforma pode trazer de novo na comunicação corporativa?
Embarque comigo nesta postagem, que vou pincelar sobre cada ponto! 😉

 

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O que é?

Vamos imaginar o dia a dia de uma instituição. Os funcionários recebem ligações, sentam para reuniões, em muitos casos, pela distância, opta-se pela videoconferência. A equipe discute projetos. Em alguns setores, brainstormings também são feitos. A troca de e-mails é frequente.

Ok, creio que você já deva ter desenhado o cenário na sua mente. Como organizar tudo isso? Em muitos casos, adota-se um aplicativo para incluir compromissos na agenda, outro para organização de projetos. Agora pense em consolidar todas essas necessidades em uma única plataforma? Pois é, o nosso amigo Mark Zuckerberg, no seu projeto de dominar o mundo, pensou. E a marca Facebook fica cada vez mais diferenciada, porque consegue, como ímã, puxar para si todas necessidades da comunicação digital atual.

Veja este vídeo de apresentação da plataforma:

Antes mesmo do lançamento do Workplace, aposto que você já utilizou o Facebook para alguma atividade do trabalho, mas nessa plataforma os usuários terão um ambiente exclusivo para isso, evitando até distrações como aquela foto de bebê que aparece na timeline, dentre outros conteúdos que chamam a atenção do usuário.

 

Como funciona?

A plataforma é ad-free e não ligada a contas do Facebook existentes dos usuários. As empresas podem se inscrever como uma organização e pagar uma taxa mensal com base no número de usuários. Os três primeiros meses serão gratuitos para as empresas. Organizações sem fins lucrativos e instituições educacionais terão acesso free ao Workplace.

Os valores da plataforma paga giram em torno de US$ 3 por funcionário para empresas com até 1 mil usuários; US$ 2 por funcionário para empresas entre 1.001 e 10 mil usuários; e US$ 1 para empresas com mais de 10 mil usuários.

Além de recursos conhecidos do público, como feed de notícias, grupos, chamadas ao vivo e chat, o Workplace também tem ferramentas exclusivas para o ambiente corporativo, como painéis de análise.

Uma diferença da rede convencional é que no Workplace os usuários não precisam adicionar como “amigos” seus colegas de trabalho, pois a plataforma é limitada apenas para funcionários de empresa.
Julien Codorniou, diretor global do Workplace, disse em uma entrevista que o objetivo da ferramenta é “conectar todos”, em todos os tipos de locais de trabalho.

Para acessar a plataforma, clique aqui.

 

Dominando o mundo

Vou fazer aqui uma análise disso tudo. É minha opinião, puramente pessoal, sobre o cenário que está se desenhando.

Quando aparece uma nova rede social como WhatsApp, Instagram, ou até mesmo o não conquistado Snapchat, a estratégia do Facebook é oferecer uma bela proposta de compra. Se o dono da plataforma não quiser vender, não tem problema, o meu amigo Mark faz uma cópia pra plataforma criada por ele, como vimos no Instagram Stories recentemente.

A todo momento o Facebook quer que o tráfego de seus usuários permaneça dentro da rede social. Ou seja, ele não quer mais só exibir conteúdos da vida dos usuários. E coloca os meios de comunicação diante de um dilema inédito: para melhorar a distribuição de seu conteúdo, eles precisam publicá-lo na página do Facebook. O usuário não precisa ir no Youtube, pois no “face’ ele encontra vídeos, não precisa ir no portal ao qual gostou da notícia, pois o Instant Article mostra tudo ali dentro.

Agora os profissionais também não precisam sair da plataforma durante o expediente de trabalho, pois o Workplace está aí para isso. E não nos negamos a dar dados, a sermos conduzidos dentro da bolha criada pelos algorítimos criados pelo Facebook na entrega de conteúdo, onde ele pauta o que vamos ver. A plataforma tem acesso às nossas conversas, gostos e vende isso facilmente para empresas. Mas ninguém questiona estas políticas impostas pela plataforma, ou você aceita, ou fica fora do ciclo social.

Gostou desta postagem? Espalhe pros seus amigos! Ou, se tiver qualquer dúvida, Digaí nos comentários. 😉

 

Abração e até a próxima!