A ONG Argentina Debate ofereceu, a todos os meios de comunicação, códigos de transmissão via satélite e streaming do debate, em veiculação de sinal livre e aberto, numa grande lição de democracia.

 

Parece ficção cientifica, mas aconteceu, no dia 15/11, um debate entre os candidatos à presidência da república, nunca antes registrado na história da Argentina. Depois disso, nós brasileiros, completamente espoliados por redes de jornais e TV, ansiamos por inaugurar a prática.

 

O evento foi promovido por uma ONG, num auditório universitário, disponibilizado a quem desejasse transmissão streaming ao vivo em seis canais de transmissão, canais a cabo de notícias, mais sites e rádios.

 

Nenhuma rede de TV teve lucro ou precedência no evento jornalístico e democrático. Ah, e não tinha manipulação de jornalistas com suas perguntas inúteis à sociedade, em causa de grupos de poder. E essa ausência foi muito elogiada, ressaltando o valor do confronto direto entre os candidatos.

 

O debate presidencial decisivo na Argentina, entre Scioli e Macri, foi realizado num espaço neutro e transmitido em pool por TODAS as emissoras de TV. Em seu site, a ONG Argentina Debate afirma a sua missão de visibilizar o valor do debate político e contribuir com um âmbito propício para que ele aconteça. Portanto, confirma o valor da dissidência e das várias propostas de opções de diálogo e de políticas que são geradas, tanto da sociedade civil como da política.

 

Segundo o site, a ONG é uma iniciativa de um grupo de jovens empresários que compartilham valores e compromisso com o bem comum. E CIPPEC, uma organização independente, e não partidária, que trabalha para melhorar a qualidade do debate público.

 

O site ainda traz a seguinte informação: “Ao trabalhar em conjunto, buscamos promover a cultura do diálogo na sociedade, aprendendo com as melhores práticas, a partilha de pontos de vista sobre possíveis diagnósticos e ações, e ajudando a identificar qual é a agenda de desenvolvimento estratégico para orientar as discussões e decisões futuras do sistema político.”

 

Nas redes sociais, a repercussão foi grande: houve – logo no começo – 1,8 milhão de mensagens pelo twitter. Pela primeira vez na história argentina, vai haver eleição em segundo turno. Para nós, esse evento confirma a revolução das novas comunicações como tendência de democratização dos meios, pois a tecnologia facilitou a operação. É mais uma prova para o político de que a transparência e a comunicação interativa é o caminho mais curto para a divisão do poder.

 

O que a internet pode fazer pela inovação na política brasileira?

 

Como podemos renovar a nossa política aproveitando as novas comunicações?

 

2016 está chegando e teremos, mais uma vez, a chance de iniciar a mudança desse quadro!

 

Vamos agir !!!