Empresários que evitam experimentar o marketing digital convivem com um pobre desempenho online, mas as raízes dessas atitudes podem estar no próprio marketing.

 

 

Muitos empresários desconfiam do marketing

 

Muita gente acha que há uma desonestidade no marketing que não diz o óbvio e simples, ou não sabe dizer como as empresas se sentem sobre si mesmas. Passando por ser algo que não se é, o que realmente não é uma boa situação. Mas essa questão leva a uma grande discussão, sobre o próprio fazer marketing e as novas situações que trouxeram o marketing digital.

 

Pense, então, diferente, tipo, ‘como podemos ajudar nossos clientes a melhorar seus objetivos em marketing?” em vez do tão burro, “como podemos vender mais?’. Melhor do que ficar empurrando mentira, manipulação, é criar conteúdo de marketing que é verdadeiramente útil e você vai ver que a pressão sai e o coração fica leve. Contudo, ao invés de anunciar que somos os melhores no que fazemos, que temos marcas que nos diferenciam, melhor é admitir que o cliente é rei. E aos seus olhos você pode ser diferente, mas não o único. A decisão é dele, então é melhor levar seus pontos de vista com relevo.

 

O desafio é chegar a quem faz a decisão, e então convencer a confiar em você. Mostrar que comercialização com amadores pode mandar muito dinheiro pro ralo. A maioria dos proprietários de empresas estão confusos sobre o marketing em geral e o marketing na internet em particular. E essa confusão traz um custo enorme.

 

A grande maioria dos pequenos empresários prefere confiar em sua própria visão do que buscar a orientação de especialistas. Isso em marketing digital tem pesado muito contra o ecossistema. Decisões mal dimensionadas, pessoas desqualificadas e uma crônica subutilização do potencial de mercado. Terrível.

 

Senhores empresários, não deixem que seus negócios sobrevivam com dificuldades, em vez de usar o potencial disponível na internet. Saibam que sempre podem ir mais longe. Por favor, aprendam e abracem novas tecnologias. Usem as estratégias de marketing sem dinheiro antes de começar a gastar. Levem muito a sério o marketing digital, pois o mercado é vasto e confuso.

 

O diabo é que as agências tradicionais, por outro lado, continuam trabalhando no século passado. A rotina ali ainda é semelhante ao seriado “Mad Man”*, que retrata a indústria nos anos 60 e 70. Os executivos agarram-se às mesmas ideias e formas de trabalhar das antigas, alheias à mudança.  É a onda certa para o empreendedorismo – a decadência de um segmento que a maior parte do tempo produziu uma atividade mesquinha e egoísta.

 

 

Startups estão muito mais atraentes do que as velhas agências

 

As marcas de médio e grande porte estão tomando design e desenvolvimento próprio, depois de perceberem que seus antigos fornecedores estão com um serviço de baixa qualidade. Isso possibilita bons produtos e estúdios de design emergirem rapidamente com jovens muito competentes. É a tecnologia facilitando para o começo de um negócio próprio.

 

Você, dono de agência digital, precisa pagar as contas, os funcionários e os fornecedores. Aí você acolhe todo tipo de cliente, entre eles, aqueles que não compreendem o trabalho e reclamam o tempo todo, muitas vezes com má fé, mirando em aumentar o espaço para negociar preços, sem levar em conta soluções mais inovadoras, talento, criatividade, regularidade e compromisso. Mas, depois de um tempo isso tem que parar, e você precisa começar manobras com objetivos maiores. Seu trabalho deve ser fazer projetos com alguma grandeza que superem velhos padrões. Se você não está construindo um caminho assim, precisa ver isso.

 

Eu acredito que você criou uma agência incrível que sonhava, para ajudar a levar o mercado para a frente, com um trabalho de identidade e não mais uma iniciativa cheia de ideias repetidas e gastas. A pergunta é sempre: “Se não for para fazer um grande trabalho, o que você está fazendo?”. Só não vale é ganhar dinheiro fazendo qualquer coisa, independentemente de vender. Um dos piores sentimentos de um profissional é quando parece que a indústria está apenas passando por ele. No lugar onde você gasta oito ou mais horas por dia, deve haver difusão de novas habilidades, com experiência prática.

 

Se você vender “inovação” como uma das capacidades de sua agência é porque você deve estar fazendo experimentos com tecnologia. É incrível como tantas agências ficam falando que são inovadoras, mas não têm nada pra mostrar. O que você fez dentro da sua empresa é realmente inovador? Sua criatividade precisa do cliente? Se a resposta for sim, então, faça o favor, pare com essa farsa. Pode-se enganar todos por algum tempo, e alguns por todo tempo – mas todo mundo, o tempo todo, é impossível.

 

No Nordeste, como no resto do país, parece haver o equívoco que fazer alguma coisa interessante com a tecnologia leva muito tempo e dinheiro. Isso é burrice. Isso é falta de conhecimento. Pequenas equipes já fizeram coisas em horas, não em semanas ou meses. Esses caras estavam armados com nada mais do que tesão por aquilo que fazem. Vá ensinar isso às agências públicas. Burocratas com a incompetência garantida pelo emprego fixo, vão olhar com enfadado desinteresse.

 

O medo move montanhas para impedir qualquer aventura inspirada. O medo de perder um prazo, desapontando um cliente ou perder tempo tentando encontrar inspiração. Você começa olhar para fora do trabalho e esquece a razão por que você queria quando escolheu sua profissão. Por isso acredite no seu trabalho, veja as demandas para as quais soluções são necessárias, e mão na massa.

 

Aprender a pensar é algo como um pássaro que descobre que tem asas e pode voar. Depois do primeiro voo é impossível parar. Esse sentimento é o que raramente é compreendido pela maioria das pessoas que dirigem negócios. Ainda é assim, mas vai mudar.  É fundamental perceber o futuro da indústria.

 

*“Mad Man” – Série de TV sobre uma agência de publicidade no auge da indústria.

 

E lembre-se, a inteligência coletiva é melhor do que a individual.

 

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Até a próxima semana! 😉