Livro do Felipe Neto? É isso mesmo? O que uma resenha sobre o livro do Felipe Neto está fazendo num respeitadíssimo blog de Marketing Digital?

 

Imagino que essa deve ter sido a reação de boa parte dos leitores ao verem o nome do Felipe Neto no título. Mas se você resolveu clicar e está lendo até agora, pode ser um forte sinal de que é uma pessoa sem preconceitos contra a chamada geração youtuber, ou então é mais um hater desse polêmico vlogger em questão.

 

 
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Ops…O fato é que Felipe Neto é um dos jovens empreendedores mais bem sucedidos do Brasil em se tratando da produção de vídeos para o YouTube. O sucesso se deve não só à garra e ao talento do cara para criar vídeos e bordões engraçadíssimos, mas também ao seu faro aguçado para oportunidades. Hoje à frente de uma produtora – o canal “Parafernalha” – Felipe Neto se prepara para estrear uma espécie de comédia stand up nos teatros do Brasil afora.

 

 
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Mas o mais interessante dessa meteórica trajetória de sucesso é que tudo começou com adesivos numa parede, uma câmera empoeirada, óculos escuros e muitas ideias na cabeça, como ele conta no divertido livro “Não Faz Sentido – Por trás da Câmera”.

 

Sei que obras espetaculares e densas, escritas por autoridades do marketing digital não faltam nos catálogos por aí. No entanto, o singelo, porém honesto, livro do Felipe Neto, em especial, conseguiu me convencer a tirar do papel o projeto “Rock Cabeça” e segue até hoje como minha referência particular não só de empreendedorismo, mas da própria vida. Quer saber o porquê? Leia até o fim!

 

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Nenhum obstáculo é maior do que nós mesmos

 

Ok, por mais que pareça piegas, talvez essa seja a principal lição do livro do Felipe Neto. Como a maioria dos empresários bem sucedidos, Felipe começou do zero. Podia ter seguido o caminho convencional de estudar, prestar vestibular, fazer uma faculdade e arranjar um emprego. Mas no fundo ele sabia que tinha talento para tirar aquele algo mais da vida [e, nesse caso, o mais difícil é convencer a “vida” de que estamos certos].

 

Quando começou a produzir os primeiros vídeos do “Não Faz Sentido”, enfrentou uma série de críticas por parte da família – “por que não arruma um emprego de verdade?” – além de dificuldades financeiras e até crises existenciais que quase lhe tiraram do rumo. No entanto, a sua confiança de que estava produzindo algo inovador, nunca foi abalada (e, pelo visto, segue da mesma forma até hoje).

Saber lidar com as críticas (positivas e negativas): elas sempre existirão

No livro, Felipe Neto dá destaque para as críticas negativas que recebeu ao postar os primeiros vídeos no YouTube, sendo “Vê se morre” a mais delicada dentre elas. Ele relata como o negativismo chegou a abalá-lo a ponto de que ele questionasse se valia mesmo a pena se expor daquela maneira com o quadro “Não Faz Sentido”.

 

 
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Depois de levar para o lado pessoal as investidas de usuários (que mais tarde intitularia “trolls”, pessoas desesperadamente interessadas em chamar a atenção) e até arrumar tretas via Twitter com as celebridades que adorava demolir nos vídeos, como Fiuk, Felipe Neto entendeu que críticas e trolls fazem parte do jogo de quem dá a cara à tapa na vida pública, ou seja, não valia a pena se indispor e causar danos desnecessários à sua imagem.

 

 

Recomeçar é preciso

 

Felipe conta que chegou a perder tudo que tinha em momentos cruciais de sua jornada como um dos vloggers mais conhecidos do Brasil. Situações em que, com a conta bancária zerada, ele não tinha de onde tirar dinheiro para investir no sonho e as circunstâncias levavam a crer que ele cederia ao apelo da família e finalmente “arrumaria um emprego de verdade”.

 

 
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Persistente, buscou extrair os melhores ensinamentos de situações adversas – uma ação que no marketing digital é conhecido como “pivotar” – e retomava as rédeas do projeto com ainda mais certeza de onde gostaria de chegar.

 

 

Devemos analisar os resultados constantemente

 

O termo “mensuração de resultados” não chega a ser explicitado no livro, mas certamente Felipe Neto foi um dos primeiros youtubers a se preocupar com as métricas do produto que divulgava na web. Ao analisar a sua performance no YouTube, passou a produzir mais e mais vídeos em consonância à linha editorial dos mais acessados (um deles foi a resenha ácida sobre a saga “Crepúsculo”) firmando-se como uma “autoridade” amada e odiada entre os adolescentes (os quais ele viria a descobrir que seriam suas “personas”).

 

 
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O número de “curtidas” também trouxe outro dado importante para o vlogger: Felipe descobriu que os vídeos com roteiro escrito previamente geravam mais likes do que aqueles feitos de improviso. Bingo!

 

 

Estudar é imprescindível

 

Não, Felipe Neto não dá a receita de bolo para ser um youtuber bem-sucedido. A não ser trabalho e muito, mas muito estudo. São diversas as passagens em que o cara afirma ter engolido um catálogo de livros de marketing digital, negócios e empreendedorismo para chegar ao esboço daquele que seria o seu maior projeto: a produtora Parafernalha. Prova de que o talento, sem esforço, não põe a mesa.

 

 
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Essas são apenas 5 lições desse livro que pode ser de grande utilidade para quem sempre teve uma ideia engavetada em algum lugar, só esperando para tirar do papel. No fim das contas, não importa a opinião que tenha sobre Felipe Neto ou outras personalidades que aparecem nas manchetes todos os dias ao lado de dígitos e cifrões: todos têm sempre algo valioso a nos ensinar, caso estejamos abertos a aprender. Não faz sentido?

 

 
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Agora é sua vez de dar seu pitaco sobre o artigo. Já leu o livro do Felipe Neto ou preferia que eu não tivesse escrito sobre esse verdadeiro pentelho do YouTube?