Como qualquer ferramenta, a internet tem o poder de construir ou destruir. Tudo depende da forma como a utilizamos.

 

Estes dias, assisti a uma TED Talk bem tocante a respeito desse tema. Foi a palestra da Monica Lewinski (ex-estagiária de Bill Clinton), que apesar de colocar luz sobre um outro prisma muito importante: a empatia; também nos faz refletir sobre o poder devastador que a internet pode ter na vida de uma pessoa.

 

“A crueldade com os outros não é novidade, mas online, a humilhação tecnologicamente melhorada, é amplificada, incontrolável e permanentemente acessível”.

 

 

Quando falamos de Cyberbullying, é comum pensarmos em crianças e adolescentes em idade escolar sofrendo ataques nas redes sociais e em jogos eletrônicos. Mas, o fato é que vários são os crimes virtuais que qualquer um de nós, adultos, crianças ou adolescentes, estamos sujeitos.

 

O que são o Cyberbullying e outros crimes virtuais

 

Cyberbullying é a forma de violência, através da internet, que ocorre de modo repetitivo ou frequente, sendo direcionada a uma ou mais pessoas, caracterizando-se por atingir os mais fracos de modo a intimidar, humilhar ou maltratar os que são alvos dessas agressões.
 (Definição adaptada de dicio.com.br)

 

Apesar de não serem caracterizados como Cyberbullying, outras práticas são tão nocivas quanto e devemos estar atentos a elas. São os golpes digitais (você pode conferir os mais comuns aqui) a que todos estamos sujeitos, e as violações contra os Direitos Humanos que também ocorrem no cyberespaço: preconceito, intolerância religiosa, homofobia, apologia e incitação a crimes contra a vida e maus tratos contra animais, etc.

 

 

Um caso recente e emblemático é o da repórter Maju, a garota do tempo do JN, da Rede Globo, que foi alvo de diversos comentários racistas recentemente na página oficial do Programa no Facebook. Felizmente, essa história teve um final feliz ao mobilizar uma multidão de internautas em sua defesa. Mas, muitas outras tiveram um final muito diferente, principalmente quando se tratava de pessoas comuns. Ao invés de defensores, muitas delas contaram com mais “apedrejadores virtuais”, aqueles que atacam e se escondem atrás do anonimato na internet.

 

Como se prevenir dos crimes virtuais

 

Quando se trata de golpes digitais, podemos prevenir utilizando ferramentas próprias e atualizadas de proteção anti-vírus e proteção específica contra outros tipos de ataque como phishing, malware e diversas ameaças online. Cuidado com senhas, dados bancários e informações suspeitas que recebe por email ou mensagens também merecem atenção especial.

 

Um pouco mais difícil é lidar com a questão do Cyberbullying e os outros tipos de assédio virtual. Para essas questões, a melhor prevenção é a proteção da sua privacidade de todas as formas. E atenção a qualquer indício de assédio com relação a sua pessoa ou familiares. Como nem sempre essa prevenção é suficiente para inibir as práticas abusivas, é importante denunciar qualquer tipo de violação ou crime virtual.

 

Denuncie as práticas ofensivas na internet

 

Em 2012, foi sancionada a Lei  12.737, que tipifica crimes cometidos através de meios eletrônicos e da internet. Também conhecida como Lei Carolina Dieckmann, em virtude do caso ocorrido quando ela foi vítima de roubo de imagens particulares. Por ela ser conhecida e ter ido atrás de seus direitos, o caso na época ganhou bastante notoriedade e atenção especial até dar o surgimento da Lei.

 

Além dessa Lei para amparar as questões legais referentes a crimes desse tipo, existe uma associação civil de direito privado, que apoia as vítimas nessas questões. É a SaferNet Brasil, uma entidade referência nacional no enfrentamento aos crimes e violações aos Direitos Humanos na Internet. A entidade tem inclusive acordos de cooperação firmados com instituições governamentais, como o Ministério Público Federal. Foi vítima ou viu alguma situação de violação dos Direitos Humanos na Internet? Denuncie através de canal próprio da SaferNet. Visite o site: safernet.org.br

 

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