Todos os meses, estudantes de 35 países realizam mais de 30 milhões de visitas a esta que pode ser considerada a maior rede social educativa do mundo: o Brainly. Agora, o site acaba de receber um investimento de nove milhões de dólares e se prepara para crescer ainda mais. No Brasil, a ferramenta é gigante. Em cerca de dois anos (site chegou por aqui no final de 2012) o Brainly já conta com mais de três milhões de acessos brasileiros por mês.

 

O site é uma rede social voltada para estudantes de ensino fundamental, médio e superior. A ideia é interessante: os alunos se cadastram e participam fazendo perguntas sobre disciplinas escolares, como Geografia e Química. Outros alunos participantes respondem, formando uma grande rede de colaboração. É aquela dinâmica super comum nas escolas quando um grupo de estudantes se junta ao redor daquele que sabe mais Inglês para estudar junto, sabem como é? Então o jovem que é fera em Matemática pode ajudar os outros e ao mesmo tempo, receber uma forcinha em Biologia, que não é o forte dele.

 

O site garante a credibilidade da interação e dos conteúdos selecionando e cadastrando um grupo de moderadores. São pais, professores e até mesmo estudantes que atuam, voluntariamente para assegurar a qualidade das informações que são transmitidas. Disponível em 12 línguas, o Brainly registra um movimento de mais de oito mil perguntas feitas por hora. Apenas este ano, já foram efetuados mais de 2 milhões de downloads dos apps do Grupo Brainly no Brasil. A matéria mais popular por aqui é Matemática (que já conta com 250 mil perguntas feitas na plataforma), seguida por História e Língua Portuguesa. Sidney Carvalho é um dos brasileiros que responde perguntas sobre Matemática no Brainly. Por outro lado, ele usa a ferramenta para tirar dúvidas sobre Química. Estudante de Salvador, ele se diz satisfeito com o site. “Recomendo o Brainly porque nem sempre tenho um professor à disposição. N normalmente quem responde sabe muito sobre o assunto e as respostas para as perguntas são dadas em menos de dez minutos”, comenta.

 

O social learning é um movimento sem volta que tem crescido e se fortalecido em todo mundo e no Brasil não é diferente. O Brainly é mais uma sólida iniciativa deste setor, a exemplo de apps conhecidos como o Duolingo, LiveMocha e Rosetta. O investimento recente veio, primariamente, da General Catalyst, uma empresa de capital de risco especializada em injetar recursos em empresas em fase de crescimento. Entre as apostas bem sucedidas deles estão o HubSpot  e o Snapchat.

 

A empresa usou o aporte para abrir um escritório em Nova Iorque, aumentar a equipe. O foco agora será aperfeiçoar o produto e lançar novas versões do produto. “A nossa visão é ajudar os alunos e transformar a lição de casa em uma oportunidade para inspirar aprendizagem e colaboração. Com este financiamento vamos poder acelerar a nossa visão e reinventar a nova geração do nosso produto. O dinheiro levantado nos deixará desenvolver mais intensamente em países onde o Brainly já está presente, assim como vai facilitar o lançamento de novas versões e expansão para o resto do mundo”, explica Michal Borkowski, o CEO do Brainly.

 

 

infografico brainly