Se você tem acesso a AppleStore americana, talvez já tenha tido a oportunidade de conhecer e se apaixonar (ou odiar) o Facebook Paper sobre o qual já falamos aqui no Digaí.

 

Se está pensando em usar nas suas próprias aplicações interações e animações como as do aplicativo, o pessoal do Mark Zuckerberg facilitou sua vida: criaram o Origami – O Photoshop para Design de Interação do Facebook. Pelo menos é assim que muita gente tem chamado.

 

Facebook Paper! Que bonitinho. Quero fazer igual.

Facebook Paper! Que bonitinho. Quero fazer igual.

O que é o Origami?

 

Se você já passou horas da sua vida fazendo rabiscoframes, protótipos em papel e/ou mockups para testar ou mostrar o que sua aplicação ou site vão fazer quando as pessoas o estiverem usando, vai ficar fácil de entender.

 

O Origami é um conjunto de ferramentas para Quartz Composer, um outro aplicativo gratuito para Mac, que permite criar composições gráficas, movimento, ligando pontos, em vez de escrever código.

 

Então, em tese, o Quartz usa o Origami como uma biblioteca para projetar o arrasta pra cima, pra baixo, pra esquerda, pra direita sem precisar de horas e horas programando e sem precisar explicar só na base do “imagine que quando você arrastar aqui vai fazer isso e aquilo…” na hora de mostrar a sua ideia ou testar com o seu usuário.

 

Origami – O Photoshop para Design de Interação do Facebook

 

Algumas palavras de cautela sobre o Origami

 

Não. O Origami não deve e não vai substituir os mockups, rabiscoframes e protótipos em baixa fidelidade. Cada um tem a sua aplicação, momento e objetivo. Ninguém começa uma escultura direto no mármore italiano.

 

Não. Se você não tem um Mac não dá pra usar. Porque pra usar o Origami, precisa ter o Quartz que, por sua vez, só funciona em Mac. Isso é o fim do mundo? Não. Você viveu até hoje sem isso.

 

Sim. As interações do Origami foram projetadas para dispositivos móveis. Então ele não é o elixir da vida eterna. As interações estão se tornando cada vez mais ubíquas e há dispositivos digitais e analógicos que não precisam e não devem ter as interações previstas para o Paper (Imagina você usando o seu notebook arrastando na tela o dia todo?).

 

Não. Você não precisa se prender à fórmula mágica das interações do Paper. Já dizia Buckminster Fuller: “Você pode alterar alguma coisa, tornando-a obsoleta através de métodos superiores”. Quem sabe não é você criando a próxima interação gestual ou não revolucionária e bonitinha?

 

Já viu ou experimentou o Origami? Deu vontade e experimentar? Compartilha sua opinião com a gente!