Comunicação enquanto diferencial para pequenas e médias empresas

Seu negócio tá bacana, tendo uma boa média de clientes, os lucros estão batendo para pagar as contas, o crescimento em um ritmo próprio, sem rapidez, mas está fluindo. Afinal, estamos num momento de crise e não podemos reclamar, né? Dá pra tirar uma margem de remuneração boa, e você vê a concorrência passando pelos mesmos perrengues. Então, tá tranquilo.

NÃO!

Não está tranquilo! Sua empresa precisa crescer, prosperar e atrair cada vez mais a atenção do público. Isso deve ser feito seja de forma presencial ou online, ela precisa ser referência, fazer e ter coisas únicas no seu ponto para garantir a longevidade do empreendimento, assim como o crescimento. Mas como fazer isso? Como investir no meu ponto, sem gastar muito, fidelizando meu público e atraindo mais pessoas?

Eu poderia dar várias estratégias de marketing e comunicação. Mas, hoje o artigo é bem diferente. Vamos usar três itens para resolver esta equação: Humanização, Tratamento e Precificação. E a partir deles, abordar táticas de vendas.

Humanização e a pergunta de várias respostas

Existem duas academias na mesma rua. Diferença de trinta metros entre cada uma. Uma tem mais de vinte anos de atuação, todos conhecem e recomendam. Ela é espaçosa, possui um excelente instrutor, bons aparelhos e faz promoções de vez em quando. Já a outra academia, possui todos os itens acima, mas ela mensalmente reúne os cadastrados para uma aula grátis e oferece um coffee break.

Nele, é montada uma playlist para tocar com a ajuda dos alunos, descontos são dados para quem permanece no local por mais tempo, os profissionais conversam, são simpáticos, auxiliam, dão brindes através de engajamento nas mídias sociais e estimulam o desempenho dos alunos. Além disso, conta com aulas de dança, pilates, lutas e acompanhamento profissional. O preço não é lá dos melhores, mas compensa todos os requisitos.

Qual delas você iria preferir? Talvez a maioria escolha a mais barata, afinal, o preço é um ótimo argumento. Mas isso não segura por muito tempo, porque, a partir do momento em que você perceber que a outra academia é mais “humanizada”, o preço deixa de ser argumento de decisão, e passa a ser investimento.

A questão da humanização é clara: as pessoas querem ser tratadas como pessoas, e não como nomes, números ou uma ficha preenchida. São pessoas que veem no seu produto/serviço mais do que o consumo, mas sim, a cura para problemas internos e externos. Nesse contexto podemos citar o bem-estar, aumento da auto-estima, felicidade, emoção, produção de energia, renovação, etc. E não apenas pagar por algo. Elas querem como consumo final algo que você não vende. E sim algo que você proporciona. O que você pode fazer para tornar o ato de consumo uma experiência que marque o coração do seu cliente? Pense nisso.

Tratamento e o espelho

Quando você vai numa clínica estética, geralmente você é recebido pela recepcionista, que lhe oferece café, água, uma cadeira macia e uma televisão ligada. À sua esquerda, um revisteiro repleto de revistas do segmento e ao lado, um encarte com várias dicas para o tratamento que você fará e outros que você nem conhecia. A funcionária te avisa que, se você quiser, pode pegar à sua direita, um sachê tamanho médio de grãos que ajudam a sua digestão e seriam úteis na sua dieta.

Ele vem com um folheto, em que são disponibilizadas dicas de como processá-lo na sua alimentação. No Facebook, a página contém diversas informações, promoções e conteúdos que te deixaram confiante de que ali é o lugar certo para fazer o seu tratamento. Aí, depois do tratamento, você retorna para a sua loja e percebe que não realiza nem 10% do tratamento que você recebeu naquela clínica. E você gostou daquilo, gostou de ser bem tratado, sentiu-se uma pessoa especial naquele lugar. Agora, tá na hora de refletir toda aquela imagem no seu negócio. A começar por:

  • Informações e conteúdo. Crie a imagem de que o seu ponto merece a atenção do seu cliente. Online e offline.
  • Treinamento para seus funcionários e para você sobre postura, comportamento e tratamento;
  • Criatividade. Mas como? Rodeie seu cliente de benefícios, de brindes a descontos, amostras e dicas. Haja como se tivesse recebendo visitas na sua casa;
  • Pesquise. Veja o que seu público mais procura, o que eles estão interessados, corra atrás da demanda e ofereça mais do que estão oferecendo.
  • Agora, se permita apaixonar por esta nova abordagem. Você é o cliente. Entre e teste tudo o que você oferecerá.

Precificação e a balança

Você tem um espaço legal que empreendedores alugam para montar seu pontos comerciais. Ou mesmo um coworking. A parceria tá legal, tá bacana, o pagamento é feito sem problemas, todos com suas estruturas corretas… mas com o tempo, um ou dois reclamam que o movimento tá fraco, que as vendas estão ruins, a produção não está como antes e o preço do espaço tá pesando. Agora são quatro reclamando. Até que um deles te entrega a chave.

Preço é a quantidade monetária que se atribui à troca por um bem ou serviço; valor ou custo. Na cabeça do empreendedor, o ato de dar dinheiro em troca de uma dessas opções passa por uma linha tênue entre investir e gastar. O que você vai determinar é o retorno oferecido. Se for muito, é um investimento. Se for pouco, é um gasto.

Agora, o que você oferece como retorno para seus clientes/sócios?

No caso deste espaço/ galeria/ centro comercial, o primordial é público. O que você faz para circular pessoas neste espaço? Como você as atrai? O que você oferece? Como você promove seu local para que haja fluxo? Você divulga seus clientes? De que forma?

Tudo o que gira o preço de algo é o retorno que você oferece, tangível ou intangível, dinheiro ou objetivo, para que a balança não fique para o lado do gasto. Ninguém quer um gasto na sua vida.

E no fim de todas essas aplicações, mensure, verifique. Veja os resultados alcançados através destas abordagens.

Enfim, o artigo foi sobre como deixar seu negócio mais em contato com as pessoas, com seus desejos, suas intenções, sua forma de ver o seu empreendimento e a forma como elas gastam o seu dinheiro. E você? Utiliza todas essas ferramentas ou ainda não sabe bem como começar? Deixe seu comentário, suas dúvidas, sugestões e vamos manter contato. Estou aberto para responder as questões de todos.

Um forte abraço! Bons negócios!

Posts Relacionados

  • Websérie: 7 cases para você se inspirar e aprender como produzir

    Cada vez mais empresas estão apostando em conteúdo diferenciado para atrair atenção dos consumidores. E não é de hoje que as webséries se tornaram uma opção de ferramenta de marketing digital.   Hoje vou mostrar como sete empresas investiram em séries de vídeos para a internet nos últimos meses e indicar o caminho para você…

  • Show das poderosas mulheres empreendedoras em O negócio

    Lançada recentemente a nova série da HBO, O Negócio, temos estampado na “cara da sociedade” o reflexo de um novo cenário no Brasil. O aumento da prostituição? Não. Estou me referindo ao crescimento no número de mulheres empreendedoras no país. Pode acreditar. . A série que tem como enredo três protagonistas prostitutas que ganham a…

  • Como Escolher Um Nicho Lucrativo

    Faaaaala meu caro leitor, estimada leitora que para, por alguns minutos, o que está fazendo para ler este texto aqui. E espero realmente que o conteúdo tratado aqui possa ser de grande valia para você, e que te ajude a realizar esse teu sonho de ter um negócio online.   Dando continuidade a nossa série…

  • Justiça impõe novas regras em anúncios online

    Anunciar na internet se tornou nos últimos anos uma excelente estratégia de comunicação para pequenas e grandes empresas. Além de ser possível adequar as publicações de acordo com o orçamento disponível, pesquisas indicam que o ambiente digital se tornou muito mais efetivo que as mídias tradicionais, como televisão, revistas e outdoor. Mas essa atividade requer…

  • Como gerar engajamento para seu negócio na internet

    Sua estratégia de marketing de conteúdo está bem planejada, os negócios estão indo bem, sua marca está bem posicionada na internet mas parece que ninguém conversa com sua marca… tenho certeza que isso acontece com a maioria dos negócios na internet, e isso é falta de engajamento. Um dos artigos aqui do Digaí fala sobre…