Estava eu me debulhando em lágrimas com o YouTube Rewind – vídeo oficial da plataforma com a  retrospectiva do ano – e ainda com os olhos inchados,  deparei com outras pessoas tocadas pelo video emocionante de retrospectiva… DO FACEBOOK!?

 

A única pessoa a quem eu mostrei a retrospectiva do YouTube nem entendeu a importância “exagerada” que eu estava dando ao vídeo que, diga-se de passagem, tive que ficar pausando, voltando e explicando.

 

Em seguida, vimos a versão do Facebook e parecia que havia um narrador ao meu lado complementando cada trecho…

 

Levando em consideração que essa não foi a única investida da queridinha das mídias sociais, que está investindo pesado em vídeos, estaríamos entrando para o ano derradeiro da maior plataforma de vídeos do planeta.

 

 

Metamorfose ambulante

Uma coisa é certa: o consumo de vídeos de hoje é muito diferente de como era há pouquíssimo tempo atrás. E continua mudando.

 

O conteúdo via streaming já é o modelo padrão dos mais jovens, que veem em loop os vídeos do seu YouTuber favorito mas não fazem a menor ideia de quem é o/a protagonista da atual novela das “oito”.

 

E as transformações pelas quais esse modelo passa são fundamentais para que, tanto o seu YouTuber favorito continue decolando com sucesso, quanto para você que quer continuar fazendo com que seu ídolo cresça. Ou se quiser você mesmo trilhar o seu caminho de tijolinhos amarelos ruma à sua placa millionária de inscritos.

 

Então vamos agora começar pelo começo.

 

Ou melhor, pelo fim.

 

O fim do ano de 2015 nas perspectivas das respectivas retrospectivas.

 

 

Retrospectiva 2015

 

YouTube Rewind

 

 

 

Facebook Year In Review

 

 

 

 

E aí? Com qual dos dois vídeos você se envolveu mais?

 

Ao contrário do que possa parecer, essa não é uma pergunta presunçosa de alguém que já tem certeza absoluta da resposta.

 

Independente de qual surtiu maior efeito, a única coisa que posso garantir é que foi uma experiência única. Ou melhor, singular.

 

O Facebook, que antes oferecia murais para que os usuários trocassem registros um com o outro, hoje funciona em formato de Linha do Tempo, que leva você para camadas cada vez mais profundas.

 

Basta ver um único vídeo, que você vai passando para outro e para mais um e assim segue de modo linear.

 

Já o YouTube, oferece um cardápio com vídeos relacionados, novidades, cards, anotações, etc.

 

Você vê um vídeo e, no mesmo, é indicado a clicar em algum canto ou na descrição para um vídeo complementar enquanto ao lado há diversas sugestões do tema em outros canais ou outros temas do mesmo canal. Uma experiência ramificada.

 

 

Não Confunda

 

Como você percebeu, ambos proporcionam experiências imersivas em suas respectivas plataformas, mas são imersões bem paralelas. Diferentes.

 

Com relação aos vídeos de retrospectiva, o Facebook relembrou os fatos que mais se destacaram no mundo.

 

Por meio de fotos, vídeos e comentários, a plataforma de Zuckerberg mostrava o engajamento das pessoas sobre o que acontecia lá fora.

 

Lá fora.

 

Online sobre o Offline.

 

Eventos globais, que não necessariamente foram desencadeados a partir do Facebook. Mas repercutiram por lá.

 

De fora para dentro.

 

Diferente do YouTube. Esse, não mostrou o mundo. Na verdade, mostrou o seu mundo.

 

Como assim?

 

A retrospectiva do YouTube não foi diferente, não apenas porque não mostrou trechos de notícias, mas tratou sobre o que bombou na plataforma de maneira especial: com destaques DO YOUTUBE, SOBRE O YOUTUBE.

 

YouTubers de inúmeros lugares do mundo, unidos. Numa só comunidade. Uma só cultura.

 

Uma cultura própria com seus TAGs (tema que todos compartilham), desafios (como o do balde de gelo), fã clubes (grupos de fãs da Kéfera, Felipe Neto, entre outros), e muitas outras marcas de uma comunidade em torno de uma rede social.

 

Além disso, esse vídeo ainda trouxe uma retrospectiva dos 10 anos do site com cenas como a do menininho que teve o dedo mordido pelo Charlie – bebezinho que agora o mordia já grandão.

 

São coisas como essa que emocionam aos mais engajados. Mas para um expectador casual, realmente não faz o menor sentido…

 

 

Qual é o melhor?

 

Essa é uma pergunta bem capiciosa, mas a resposta é mais ainda: depende.

 

Não dá para dizer qual dessas plataformas é a melhor sem considerar quem será o expectador. Afinal, cada uma fala com um público diferente.

 

O Facebook apresentou sua retrospectiva como sendo a partir de um noticiário.

 

E quem assiste ao noticiário?

 

Isso mesmo. Pessoas mais velhas.

 

O público do Facebook está envelhecendo.

 

E o do YouTube?

 

Também, oras… Só que num processo mais lento.

 

O público do Facebook, quando quer assistir sobre o que acontece no mundo, não recorre a um jornal. Recorre a um YouTuber.

 

Ele não quer apenas ver a notícia, mas o ponto de vista do YouTuber sobre essa notícia. E as outras. E enviar um vídeo com sua reação sobre a opinião que acabou de ver. E por aí vai.

 

 

Quem vence essa competição, afinal?

 

A verdade é que a competição ainda nem começou!

 

As duas plataformas de stream são diferentes e vem sendo usadas para propósitos diferentes.

 

No Facebook, você vê que o seus amigos estão falando sobre alguma coisa e seus amigos veem o que você fala e uma conversa pode ser estabelecida sobre esse tópico em si.

 

Algo que pode acontecer é você publicar algo (um vídeo, por exemplo) e esse vídeo bombar, sendo compartilhado pelo mundo inteiro. E isso acontece.

 

Só que esse tipo de vídeo viral costuma chegar na sua linha do tempo de surpresa, você interage com ela, depois segue adiante.

 

Você pode até curtir a página que lhe publicou o vídeo, mas não é comum ficar indo até a página para ver seus últimos posts…

 

Mais uma vez, ao contrário do YouTube. A plataforma vem se estruturando de acordo com a busca do usuário pelas pessoas que produzem os vídeos.

 

Não importa se é viral. Nem sei qual é o vídeo que o meu YouTuber favorito publicou, mas hoje é dia de sair vídeo novo e eu não posso perder.

 

Pode até ser que o mundo não conheça o seu YouTuber favorito, mas o importante é que você conhece.

 

Não se trata de um post. Trata-se de um relacionamento.

 

Relacionamento que depende do compromisso de quem produz ao compromisso de quem consome.

 

 

E o futuro?

 

Quero que entenda que eu não estou, de maneira alguma, menosprezando o Facebook como plataforma. Ele vem provando ser cada vez mais completo e atual, além do apelo popular e influência sobre o comportamento da sociedade atual.

 

Mas como estamos falando sobre vídeos…

 

Quem vê o Facebook como plataforma que visa se tornar o novo YouTube, o YouTube está com um olho no Netflix e o outro no Hulu.

 

E vai precisar de muitos mais olhos.

 

Pois quem o vê ainda como uma plataforma de vídeos, está bem atrasado.

 

Sim. O YouTube não é mais uma plataforma de vídeos. Mas várias plataformas.

 

YouTube Red que quer focar em conteúdos especiais, o YouTube Gaming para gamers, YouTube Music para música, YouTube Kids para crianças… E não para por aí.

 

A plataforma já vem conversando com Hollywood para ter filmes e seriados que batam de frente com os que têm feito sucesso por demanda.

 

Logo mais teremos pequenos criadores independentes pau a pau com grandes estúdios.

 

E você?

 

Também vai ficar esperando a morte do YouTube, ou vai querer estar entre os destaques da retrospectiva de 2016?

 

Eu já estou fazendo a minha parte.

 

DIGAÍ nos comentários se você ainda acha que o YouTube pode morrer em 2016 ou se tem uma boa ideia para aproveitar esse ano de plantio.

 

É nos comentários também que você pode fazer suas perguntas e dar sugestões para mais conteúdos como esse, que teremos o maior prazer em dar continuidade a essa conversa.

 

E como sempre:

 

Muito sucesso para você!

 

Conheça o e-book “7 Lições Que Aprendi Com os Youtubers de Sucesso”, do Felipe Pereira, clicando no link:
BAIXE AGORA!