Apesar de tantas possibilidades inspiradoras e libertadoras oferecidas pelas novas comunicações, muitos murcham e fazem murchar organizações por resistirem às mudanças. Estou falando especificamente do ecossistema digital na Bahia,  mas que pode ser ampliado para todo o país onde se resiste às mudanças.

 

Você conhece alguma grande empresa e/ou instituição que resistem aos avanços do novo Marketing? São empresas engessadas e pouco transparentes que atrasam todo o desenvolvimento de um mercado.

 

O tempo passado resiste no tempo presente, como um pai imaturo que quer viver a vida de seu filho jovem. Eu vejo organizações que se debatem cegamente com as tecnologias digitais até que sejam aprendidas novas habilidades ou expirado as gerações que não conseguem se adaptar. Temos dado passos muito pequenos e insignificantes de inovação, diante da grandeza da demanda reprimida.

 

 

Como as instituições se adaptaram ao Novo Marketing?

 

Algumas organizações enfiaram a cabeça na areia e esperaram que a moda acabasse, isso começou na primeira onda da web. Foi perturbador e deixou grandes e complexas organizações em desordem no mundo inteiro.

 

Mas essa onda assustadora, de digitalizar o mundo, se acomodou. As organizações e as indústrias se adaptaram a ser digital e novas habilidades foram aprendidas. Nova linguagem, tecnologia e estratégias têm sido adicionadas às qualificações dos trabalhadores e líderes empresariais. Os negócios ampliaram-se, sendo levados pelas novas tecnologias e as novas comunicações.

 

São fantásticas as novas possibilidades para dinamizar um negócio sem grande investimento de capital. Isso era impossível há muito pouco tempo atrás. A autonomia de mídia que uma organização tem hoje é algo inimaginável há cinco anos.

 

Mas parece que para muitos, por vezes, a “revolução digital” foi principalmente uma interrupção do fluxo de trabalho e criação. Aprender a criar coisas para um mundo digital – e como distribuir as coisas para um mundo digital – foi demais para alguns sistemas. Vemos por aqui, não muito raro, empresas de vários segmentos e níveis, com grandes currículos, que murcharam.

 

Natural, mudança é como enchente: leva alguns com ela. Mas, nós também vemos grandes instituições públicas em vários níveis, inábeis para essa nova conexão. Aí dizemos que existe uma doença sistêmica disseminada de não comprometimento com a tecnologia digital. Descaso.

 

Se você olhar páginas de redes sociais e sites de grandes órgãos públicos, vai ver o “século XIX digital”. Não tem atualização de dados ou novas postagens. Curadoria, editorialismo, design, texto, bom gosto… Nada. Interatividade, então, é um quesito inexistente. Você pode enviar sua mensagem ou interagir na linha de tempo, mas a possibilidade de retorno é menor do que a da garrafa que o náufrago atira ao oceano.

 

 

Inboud Marketing? Poucos sabem o que é isso!

 

Costuma-se chamar de “agência sobrinho” quando alguém entrega as estratégias digitais de sua marca de maneira improvisada, amadora. Essa síndrome está espalhada em grandes redes de comercialização, com alguém, proprietário ou gerente por exemplo, espontaneamente interessado em “mexer” com o site e as redes da marca. Nutricionista, personal trainner, médicos, e outros fazendo o marketing digital de marcas afirmadas. Por que isso? Por falta de investimento.

 

Claro, todos devem criar mídia na nova web. Mas, desenvolver estratégias para uma marca é algo sério. Uma rede de supermercados, um museu, uma secretaria municipal ou estadual, uma rede de academias ou mesmo uma campanha política. Todos esses devem ser levados por profissionais.

 

Os profissionais podem fazer marketing digital, mas tem de se qualificar. Pois o improviso é um atraso que pesa cultural, civil e economicamente. Pena, como perdemos um tempo maravilhoso que poderia dar um salto na qualidade de vida das pessoas de nosso estado.

 

E você, como tem percebido o avanço na sua região e nas empresas ao seu redor?

 

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Até semana que vem… 😉