Ouço em todo lugar, talvez porque meu ouvido passou a escutar com mais atenção qualquer coisa relacionada a este tema, as palavras empreendedorismo e startup, nos mais diversos veículos de comunicação e para os variados públicos. Mesmo assim, ainda há milhões de outras pessoas que sequer entendem de empreendedorismo, quiçá de startup. O mais interessante é ouvir “Esse negócio não é para mim”. Bom, amigo, é possível empreender em qualquer lugar. 

 

As relações homem-trabalho estão menos cartesianas, uma vez que mais oportunidades profissionais estão emergindo no cenário global, graças às tecnologias e à conjuntura de abundância de informação. Simplesmente, uma atividade pode até lhe proporcionar uma ocupação, porém todo homem, toda mulher, busca por algo que lhe dê um significado a mais no trabalho.

 

Daí, passamos a sentir o trabalho como um exercício no qual podemos empregar nossos talentos, nossas paixões, nossos valores. Não precisamos mais estar sub-relacionados com o nosso emprego, podemos escolher que sentido queremos dar a nossa força de trabalho. A criação uma startup pode ser uma oportunidade de se realizar nesse novo mundo profissional. Mas, por onde começar?

 

Passo #1 – Escolha um Mercado de Atuação que você ama e conhece

Afinal, o amor às vezes engana. Sabe aquele ditado “Você escolheu a música, mas a música não escolheu você” ? Geralmente é dito para todos aqueles que não sabem cantar e mesmo assim acreditam que um dia serão cantores de sucesso. É importante enxergar isso. Você pode amar artes plásticas, por exemplo, mas isso não significa que você seja um Pablo Picasso do novo século.

 

Daí, vemos o valor que a experiência incide sobre qualquer aspirante à empreendedor de negócios. Seja um estágio, freela, etc, o que vale é se permitir aprender antes de apostar alto em uma startup. Neste nosso tempo veloz e informado, apenas conquistam o sucesso os líderes que sabem o que querem e porque querem e como querem. Amadores? Podem amar, mas cuidado com o risco da aposta naquilo que não conhecem.

 

Passo #2 – Faça o que é preciso, não deixe o ego falar mais alto

 

Quando criamos alguma coisa, sejam filhos, animais, objetos, etc, tendemos a nos apegar. Com a concepção de ideias e empreendimentos não é diferente. Muitos empresários bem-sucedidos e, inclusive, os líderes de startups também são assim com os seus negócios. Concebem uma ideia incrível para alavancar o negócio e, nisso, não param para validar se, de fato, o público-alvo quer, precisa e deseja aquilo que foi criado. Melhor ainda, não param para perceber se há quem compre o produto e porque compraria. Por isso indico algumas perguntas TOP para se fazer a si mesmo e a sua startup antes de pôr a “o serviço na praça”.

 

Quantos segmentos de clientes possuo?

Quais são?

Qual é a proposta de valor que atribuo a cada um deles?

Como me relaciono com eles?

Em que canais?

Que atividades produzem a proposição de valor a eles?

Que recursos meu negócio possui para gerar a proposição de valor a eles?

Que necessidades meu produto ou serviço supre nos clientes?

Já existe um bom mercado para o serviço que vou prestar?

Já existem fortes concorrentes no segmento que vou atuar?

Conseguirei me destacar da concorrência fazendo o que pretendo fazer?

Conseguirei vender meu produto/serviço de forma que a minha empresa cresça de modo escalável?

Existe alguma empresa que produz algo parecido (assim poderei trabalhar nela ao invés de abrir meu próprio negócio)?

Enxergo uma visão otimista da minha iniciativa para o meu negócio daqui a 5 anos?

 

Passo #3 – Faça um CANVAS, mas não seja escravo dele

 

Sim, faça um CANVAS, um modelo de negócios, elabore Missão/Visão/Valores, defina planos de ação, trace estratégias a curto, médio e longo prazos, defina a atuação do seu negócio em cenários otimista, realista e pessimista. Contudo, não seja escravo do seu próprio planejamento. Por um simples fato: na era da informação, conectividade e velocidade na qual estamos vivendo, certamente, no momento em que você estiver engatinhando com a sua ideia um outro alguém, do seu bairro, do seu estado,  do seu continente, pode estar desenvolvendo a mesma iniciativa e, pior, estar mais avançado do que você nela. O que isso significa? Que é preciso se adaptar ao cenário global. Visão holística para enfrentar os desafios do mercado é crucial. Pois, o sucesso do seu negócio é  resultante da combinação de vários elementos.

 

Espero que tenha ajudado e, inclusive, aceito mais dicas. Quem tiver mais opiniões acerca do que é relevante ponderar antes de criar uma startup, diz aqui embaixo. Vamos discutir sobre isso, ou até, lançar um novo post apenas com as dúvidas de vocês.