Já imaginou a caatinga brasileira traduzida em audiovisual e para a segunda tela? Este é o desafio de pesquisadores da Paraíba e de Pernambuco com o Projeto Pontão de cultura digital da Caatinga, um dos destaques brasileiros apresentados durante a II Conferência Internacional Brasil Canadá 3.0, realizada em João Pessoa.

 

 

 

O projeto envolve mais de 200 pessoas entre professores, estudantes universitários e alunos integrantes de sete pontos de cultura das cidades paraibanas de Aparecida, Bananeiras, Catolé do Rocha, Serra Branca, Cuité, Taperoá e Arcoverde, em Pernambuco.

 

 

    Pontão da Caatinga

 

 

A iniciativa surgiu com a meta de levar às comunidades oficinas culturais sobre planejamento, execução e edição de vídeos para incentivar os estudantes a registrarem as histórias de vida local e as características singulares da caatinga, único bioma exclusivamente brasileiro.

 

A chamada ‘mata branca’ ocupa aproximadamente 10% do nosso território, porém ainda não é reconhecida no Brasil como patrimônio nacional, bem como área de preservação ambiental.

 

 OFICINAS DE PRODUÇÃO MULTIMÍDIA

 

Com as oficinas realizadas nas sete cidades ao longo de 2013, foram capacitados 150 alunos, 40 professores e 24 agentes culturais para a produção de conteúdos audiovisuais e multimídia. Os participantes receberam informações valiosas sobre as TICs, Blogs, vídeocasts, podcasts e mídias sociais. Ao todo foram produzidos 62 vídeos documentários e 07 programas de Tv no formato revista eletrônica.

 

As produções estão servindo para divulgar visões diferentes da caatinga, não aquela conhecida pela seca e pela sede, mas a caatinga marcada pelas cores e formas, pela flora e fauna do bioma onde vivem mais de 28 milhões de brasileiros.

 

 A CAATINGA EM SEGUNDA TELA

 

Motivados pelas tecnologias digitais, os professores em parceria com estudantes do curso de Mídias Digitais da UFPB, iniciaram o desenvolvimento de aplicativos do Pontão da Caatinga. Através deles, os vídeos ganharão conteúdos em segunda tela – conteúdos extras que serão exibidos de forma simultânea em dispositivos móveis – tablets ou smartphones.

 

Em entrevista à equipe da Conferência Brasil Canadá 3.0, o coordenador do projeto, Durval Leal Filho explica o conceito do programa em segunda tela: “A primeira tela é a televisão, um projetor. A segunda tela parte do princípio de quem está assistindo um conteúdo, você constrói um universo desse conteúdo. Naquele momento seguinte, o aluno está vendo, dentro de uma timeline, um conteúdo paralelo. A segunda tela compartilha outras informações, abre e dá multiplicidade de conteúdo. Esta é a primeira oportunidade de se pensar um plano de negócios dentro da TV interativa, explicou.

 

A iniciativa visa possibilitar aos estudantes conteúdos multimídias para o uso em sala de aula, com a utilização dos tablets que estão sendo distribuídos pelo governo federal na rede pública de ensino daquelas cidades, assim como possibilitar a inserção de conteúdos digitais nas metodologias de ensino e aprendizagem sobre a caatinga, o que deverá gerar reflexos também nas interações entre professores, alunos e famílias.

 

Vamos torcer para que esta etapa do Pontão seja efetivada! Pelo que foi apresentado na Conferência, faltam recursos financeiros para a produção efetiva dos conteúdos interativos! Fiquemos na torcida!