Era uma vez um mundo repleto de pessoas economicamente ativas, munidas de informação e, empresas brigando desesperadamente para ganhar sua atenção. Certo empresário preocupado com a queda do seu empreendimento desejou com toda sua força  encontrar uma saída para aquele sofrimento. Ele tanto pediu que uma Fada Madrinha Empreendedora lhe surgiu. Ela disse: “Caro Sr. Empresário, não temas, eu vim para acabar com todos os seus problemas. Pense no que você mais deseja para sua empresa agora que eu lhe concederei tal desejo sem demora”.

 

Ainda perplexo com a presença da tal aparição, o empresário mal podia acreditar que seu negócio finalmente decolaria com um simples movimento de uma varinha de condão. Pensou, pensou e, quando decidiu finalmente, falou ansioso à Fada o desejo que forjou em sua mente. Ele disse, “Aqui ou em Amsterdã, de noite, de tarde ou de manhã, seja criança, jovem, velho ou mulher, eu desejo poder ler a mente do meu cliente e saber exatamente o que ele quer”.  E foi assim que no mundo dos negócios todos viveram felizes para sempre. #SQN

 

Neuromarketing-a-nova-ciencia-do-comportamento-do-consumidor

Só mesmo num conto de fadas pra a coisa ser assim tão mágica. A menos que você seja o Xavier do X-Men, o Mel Gibson no filme Do que as mulheres gostam,  ou o Edward Cullen em Crepúsculo,  certamente um dos seus maiores desafios em relação ao seu negócio é conseguir identificar, entender e, consequentemente, atender aos desejos tão específicos e individuais de cada cliente ou potencial cliente. É aí que entra o neuromarketing.

 

O termo neuromarketing refere-se ao uso de métodos científicos modernos relacionados ao cérebro capazes de mensurar o impacto do marketing e da publicidade em consumidores. Por muitos anos, profissionais do marketing buscaram de várias maneiras tentar descobrir o que os consumidores estavam pensando, mas até então o único recurso para isso eram técnicas tradicionais que se baseavam em perguntar a essas pessoas o que elas achavam sobre isso ou aquilo, ou seja, realizando pesquisas ou análises “focus groups”.

 

Com o neuromarketing a coisa ficou bem mais séria. Suas técnicas são baseadas em princípios científicos acerca do que cada ser humano de fato pensa e decide, princípios esses que envolvem processos cerebrais dos quais nossa consciência não está a par. Quando combinadas com design e procedimentos sonoros experimentais, essas técnicas fornecem dados e insights  acerca das decisões e reações dos consumidores as quais estão imperceptíveis aos olhos das tradicionais técnicas de pesquisa de marketing que já conhecemos. E não que essas técnicas estejam equivocadas, mas o problema é que elas dependem da boa vontade e da competência do consumidor que está sendo pesquisado em descrever da forma mais detalhada possível o que sentem quando são expostos a um anúncio publicitário.

 

Importante lembrar que o neuromarketing não é um novo tipo de marketing; é uma nova forma de estudar o marketing, ou seja, ele compõe o vasto campo da pesquisa de marketing. E atualmente há seis áreas principais onde essa nova forma de estudo vem sendo fortemente aplicada:

 

Branding

 

Partindo do princípio de que as marcas são ideias na nossa mente que são fortalecidas por cada conexão que fazem, o neuromarketing traz pro branding técnicas poderosas de mensuração das associações que fazemos com uma marca.

 

Design e inovação de produtos

 

Nesse caso, o neuromarketing ajuda a medir as respostas dos consumidores quando submetidos a novas ideias de produtos e novos designs de embalagens, por exemplo. Essas, digamos, reações são automáticas, emocionais e desconectadas da nossa consciência “consciente”.

 

Efetividade da publicidade

 

Boa parte da publicidade nos impacta através de meios inconscientes, mesmo que acreditemos no contrário. O neuromarketing vai explicar como isso acontece.

 

Tomada de decisão do comprador

 

O neuromarketing é capaz de apontar como o ambiente físico de uma loja influencia diretamente a maneira como o cliente decide e compra.

 

Experiências online

 

São muitos os novos desafios propostos pelo mundo virtual e o neuromarketing mostra as tantas maneiras através das quais o consumidor é sutilmente influenciado ao longo de cada experiência online que ele tem.

 

Efetividade do entretenimento

 

O entretenimento cria experiências na mentes das pessoas que podem influenciar nas suas atitudes, comportamentos, preferências, escolhas e ações. O papel do neuromarketing nesse campo é nos revelar o que acontece quando o entretenimento teletransporta o consumidor a um mundo imaginário.

 

A essa altura, você deve estar se perguntando, “OK, eu já entendi que o neuromarketing é a ciência do cérebro, mas como essa ciência funciona? Que técnicas e ferramentas ela usa?” Bom…isso depende. Algumas abordagens utilizadas são bem simples e relativamente baratas, como o rastreamento da direção do olhar, análise de expressões faciais e experimentos comportamentais, como, por exemplo, analisar o efeito da mudança de um produto no expositor sobre a decisão do consumidor.

 

Já algumas técnicas são um tanto mais complexas, a exemplo das que utilizam abordagens baseadas em sensores para a captação de dados: biometria para medir a respiração e transpiração, frequência cardíaca e movimentos dos músculos do rosto, e a neurometria, baseada em sinais cerebrais, que mede atividades elétricas e o fluxo sanguíneo no cérebro.

 

É por isso que muitas pessoas consideram o neuromarketing como “a nova ciência do comportamento do consumidor”. A cada ano, US$400 bi são investidos em marketing e publicidade ao redor do mundo e o objetivo comum é oferecer ao público-alvo mensagens e anúncios que são do seu total interesse, poupando-o de propagandas indesejáveis, que lhe causam repulsa. Desde 2002, o neuromarketing vem trazendo descobertas sensacionais para o mundo da comunicação. É possível descobrir de fato o que causa o sentimento negativo por um produto, imagem ou frase.

 

O site Vitamina Publicitária revelou algumas descobertas do neuromarketing que podem auxiliar na construção do seu planejamento de marketing de conteúdo. São elas:

 

Nosso cérebro segue uma zona lógica e por isso gosta que contem histórias

 

Ou seja, está comprovada a eficácia de contar a trajetória de sua empresa, como seu produto ou serviço pode mudar a vida das pessoas, como foi o processo de lançamento de uma nova campanha. Cada vez mais é necessário envolver seu cliente, fazê-lo sentir-se parte da construção de algo importante de sua empresa.

 

Gostamos de simplicidade

 

O simples atrai nosso cérebro. Quando inserimos informações demais e deixamos a mensagem com muitos elementos, confundimos o leitor, que precisa de agilidade na compreensão e velocidade para entender o recado.

 

O cérebro feminino se atrai pela socialização

 

Se o seu público-alvo são as mulheres, pode ter certeza que estas se sentirão mais atraídas ao notarem que estão envolvidas, fazendo parte do contexto da empresa. Se vender cosméticos, por exemplo, pode-se criar ambientes perfeitos para experimentarem e reconhecerem-se como únicas e especiais.

 

Imagens de pessoas atraem nosso cérebro

 

Humanizar campanhas e posts são excelentes estratégias para prender a atenção de seus consumidores. Se seu produto principal é software, algo específico e técnico, inclua imagens e textos que mostrem pessoas, que ajudem seu público a sentirem-se próximo de seu negócio, deixando um pouco de lado a máquina que é o computador para evidenciar a inteligência e importância da pessoa que está por trás disso.

 

IMPORTANTE

 

O cérebro prefere imagens à esquerda e palavras ou números à direita (podemos perceber esta “tendência” nas propagandas e conteúdos publicados atualmente).

 

 

O que você acha desse novo método de pesquisa? Nós queremos saber.

 

Comente aqui e compartilhe.

 

Fonte imagem: http://diseñadorgraficoasturias.com/neuromarketing/