Entre  gritos de justiça e indignação, há alguns dias um vídeo causou – e continua causando – furor nas redes sociais. Compartilhado e comentado por milhares de pessoas, ele mostra uma criança sendo duramente espancada por um homem com socos, pontapés, empurrões e tapas. Mesmo os que não conseguiram ir além do primeiro minuto – o vídeo tem 9 minutos – mostraram-se chocados com tamanha crueldade.

 

 

Vídeo gravado na Malásia, mostra as  agressões sofridas por uma criança de 3 anos (Reprodução)

Vídeo gravado na Malásia, mostra as agressões
sofridas por uma criança de 3 anos (Reprodução)

 

 

Frente aos pedidos de justiça, cogitou-se a possibilidade do mesmo ter sido gravado no Brasil.  Segundo um portal de notícias, a gravação feita em 2012 na Malásia,  mostra um homem conversando e batendo em um menino  de aparência frágil e que, mesmo chorando, não apresenta resistência nem foge durante aos maus-tratos.   No local há outras crianças que assistem a tudo também sem reação.

 

Conforme o jornal malaio New Straits Times, o espancamento aconteceu em uma casa na cidade de Klang.  Enteada do agressor, a criança de 3 anos foi internada em um hospital e ficou sob os cuidados do Departamento de Bem-Estar Social.  Segundo o  especialista Giuliano Giova, perito independente de investigação de crimes de alta tecnologia do Instituto Brasileiro de Perícia (IBP), em São Paulo, o fato de a criança não sair correndo, indica que ele poderia estar preparado e à espera das agressões, dando a impressão de ter algum envolvimento religioso, sendo algo como um ritual de passagem, para fortalecer a criança.

 

Jornal Malaio e a prisão do acusado (Reprodução)

Jornal Malaio e a prisão do acusado (Reprodução)

 

 

Com a postagem no Facebook, o vídeo causou revolta em todo o mundo e o caso foi parar na polícia. Ainda conforme o portal, autoridades policiais da Malásia investigaram as imagens e chegaram ao agressor. Trata-se de um mecânico de 32 anos. O homem – se é que podemos chamá-lo assim – foi preso em 11 de dezembro do ano passado.

 

 

Com informações do G1.