O anúncio da compra da divisão de celulares da finlandesa Nokia pela Microsoft por US$ 7,2 bilhões, no começo do mês, movimentou os bastidores e gerou muitas especulações sobre o futuro da marca, que durante 14 anos liderou o ranking dos aparelhos mais vendidos no mundo. Comentou-se, por exemplo, que, como foram vendidos os direitos do Lumia e do Asha, a empresa detentora do sistema operacional Windows Phone não usaria mais o nome Nokia nos dispositivos móveis. Falou-se também no término do suporte e da atualização aos atuais modelos. Resultado: muita gente passou a questionar se valeria a pena ou não comprar um smartphone depois de tanto burburinho.

 

Quais serão os próximos capítulos da história entre Microsoft e Nokia?

Microsoft comprou a divisão de celulares da Nokia 

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Após ler várias matérias e artigos sobre o assunto, mesmo sendo um fã incondicional da Nokia – tenho aparelhos dessa marca desde o começo dos anos 2000, com o modelo 6120, aquele grande com antena externa -, o meu conselho para as pessoas que têm a intenção de adquirir um é, se possível, aguardar um pouco mais pelos próximos capítulos. Isso porque é necessário entender como a Microsoft irá se posicionar em relação às negociações para aumentar a oferta de aplicativos, o que hoje é um dos grandes fracassos desse sistema operacional, e quais novidades em termos de funcionalidades os novos lançamentos serão diferenciados em comparação com os atuais Lumias.

 

Uma aposta quase certa do mercado é que os Ashas, mais baratos e que não possuem sistema operacional Windows Phone, deverão deixar de ser fabricados em um futuro próximo. Quem tem um desses equipamentos não precisa, no entanto, ficar preocupado quanto ao suporte, que deverá continuar sendo dado, mesmo sem novas atualizações. Já a tendência para os Lumias, principalmente os modelos superiores ao 720, é de que deverão permanecer sendo atualizados.

 

Quanto à marca, particularmente, não acredito que nos próximos anos a Microsoft deixará de usar Nokia nos aparelhos, ao contrário do que afirmam alguns blogs da área. Esse é um nome sólido no segmento e ainda carrega um apelo emocional muito grande. Ter um Nokia no imaginário de muita gente representa até hoje possuir um aparelho resistente, com design inovador e sistema operacional estável – sem aqueles travamentos típicos dos primeiros Androids.

 

Voltando à compra de um Nokia, se você prefere não esperar pelos episódios seguintes, leve em consideração essas dicas na hora de fazer a sua escolha por um smartphone da linha Lumia:

 

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Prós

Contras

  • Fluidez do sistema operacional;
  • Estabilidade do sistema operacional;
  • Interface amigável;
  • Design dos aparelhos e da interface;
  • Qualidade da câmera dos modelos iguais ou superiores ao Lumia 820.
  • Poucos aplicativos oficiais populares no Android e no iOS. O Windows Phone não tem uma versão oficial, por exemplo, do Waze, do Instagram e do Google Maps;
  • Durabilidade da bateria (problema da maioria dos smartphones);
  • Demora em chegar ao Brasil dos modelos mais novos, como o Lumia 1020, com câmera de 41 mega pixel, já negociado nos Estados Unidos.

 

 

 

 

 

 

 

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Conclusão: Se você quer um smartphone que seja bonito e tenha uma interface bacana, vale a pena investir em um Lumia a partir do 820. Se o seu negócio é aplicativo, nem perca seu tempo com o Windows Phone. Escolha um aparelho com Android ou iOS. Mas se você curte câmera, recomendo segurar o dinheiro para adquirir um Lumia 1020, que alia potência à estética – os concorrentes apelam para lentes acopladas ou equipamentos mais robustos –, ou mesmo comprar o novo iPhone 5S, que pelas configurações citadas no artigo do Digaí, também compensarão em muito o investimento.

 

E você? Concorda que o momento não é dos mais favoráveis para comprar um smartphone da Nokia? Digaí pra gente sua opinião!