Nesta semana um comunicado do Facebook tem chamado muita atenção de seus usuários. Para muitos deles, um tão esperado sinal de mudanças. Para outros, um alerta de que suas ações podem ter consequências. O tal comunicado revela uma mudança de atitude do Facebook em relação ao discurso de ódio, especialmente de gênero.

 

 

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 Classificar esse conteúdo é uma tarefa ingrata. Isso porque o site de relacionamentos classifica um ataque direto contra determinada etnia, religião, orientação sexual ou doença, como um discurso de ódio. Mas muito conteúdo ofensivo é definido como “humor de mau gosto” e não cai no sistema de remoção. Mas cá entre nós, diferenciar discurso de ódio e humor de mau gosto é bastante subjetivo.

 

E é aí que mora toda a polêmica. É nesta linha tênue que a ONG WAM (Women, Action and The Media), acusa a rede social de “ter permitido durante muito tempo conteúdos que apoiam a violência contra as mulheres”. E questionam uma série de páginas que estão classificadas como “humorísticas”. A campanha , que tem pouco mais de uma semana, está fazendo tanto sucesso que no dia 31/05, o New York Times publicou um editorial em apoio à ONG.

 

Diante da repercussão a vice-presidente global de políticas públicas do facebook, Marne Levine, tenta se explicar sobre essas definições dizendo que defende a liberdade de expressão, mas está comprometida em trabalhar para garantir que assedio moral, ameaça de violência ou qualquer outro abuso não aconteçam dentro da plataforma.

 

Contudo, ela admite que os sistemas para identificar e remover o discurso de ódio não estão funcionando como gostariam, principalmente em questões de ódio de gênero. E avisa que o Facebook irá atualizar as diretrizes que utiliza para avaliar denúncias de violações de suas normas em torno discurso de ódio.

 

Mas a medida mais importante foi anunciada pela chefe operacional do Facebook, Sheryl Sandberg, em uma conferência para o site AllThingsD. Ela informou que páginas que publicarem comentários misóginos ou piadas machistas e forem denunciados pelos usuários, deverão ter suas identidades reveladas abaixo do comentário ou terão que excluí-los.

 

Sheryl afirma que em um primeiro teste um percentual enorme de pessoas que escreveram algum comentário de mau gosto decidiu retirá-los ao invés de se identificar oficialmente. O que comprova ser um passo importante nesta luta contra o preconceito, neste exemplo contra mulheres, mas que se aplica a qualquer outro tipo.