O streaming no Brasil: longa polêmica e a proposta do “Netflix brasileiro”

O streaming é a nova onda que está dominando a web e o acesso a conteúdos de áudio e vídeo já não é mais o mesmo. Desde a chegada de plataformas com o Netflix e o Deezer, as pessoas vêm aderindo ao sistema como uma forma de manter a praticidade da internet com a segurança de estar consumindo conteúdos originais, podendo ainda acessar os conteúdos em seus tablets e smartphones. Porém nem tudo são flores e no Brasil alguns movimentos surgem para combater o streaming, pois o mesmo estaria “matando” as redes de TV e as lojas de CD. Recentemente, alguns debates surgiram e foi revelada pelo colunista Lauro Jardim, do Uol, a intenção do governo em criar uma espécie de “Netflix brasileiro”.

 

 

Os debates

 

Desde 2013 o Ministério das Comunicações anda atento à popularização de serviços de streaming no Brasil, com o objetivo de tarifar as chamadas OTT, ou serviços de distribuição “Over the top”. A atitude é uma resposta às reivindicações das operadoras instaladas no país que questionam diferenças nas tributações entre os serviços, que seriam de uma “assimetria tributária incrível”, segundo depoimento do presidente da NET, naquele ano.

 

Dois anos depois, o debate ainda existe e a diferença tributária (logicamente, serviços como o Netflix são tributados), aliada a crescente popularização dos serviços de baixo custo e alta qualidade, faz com que o governo brasileiro se mobilize. Recentemente o atual ministro Ricardo Berzoni indicou que serviços como o WhatsApp e o próprio Netflix precisam não apenas de tarifação, mas de regulamentação, uma vez que segundo o ministro, esses serviços causam impacto na rede brasileira sem que haja uma compensação de investimento na melhoria de tal infraestrutura pelas empresas citadas e demais da mesma categoria.

 

 

A última

 

Em meio a essas discussões eis que surge a última do governo: a intenção da criação de um “netflix brasileiro”, contendo produções exclusivamente nacionais, no ano de 2016. A proposta ainda carece de mais detalhes, porém a intenção seria criar uma alternativa de divulgar a produção nacional aproveitando a popularidade do streaming.

 

Tal iniciativa, apesar de muito positiva pelo viés artístico, valorizando cineastas e documentaristas brasileiros que carecem de muito apoio, traz uma sensação de contradição uma vez que tais plataformas são tão polêmicas aos olhos da União. Resta saber o que há por trás dessa intenção: seria uma forma de beneficiar as operadoras que tanto reclamam atuando em parceria com elas em um serviço concorrente ao site americano? Ou uma mudança de visão do assunto que levantaria um novo debate a respeito da divisão do mercado de telecomunicações no Brasil?

 

Ainda é difícil dizer, mas fica a dica de estarmos ligados ao que acontecerá nos próximos capítulos. O serviço de streaming é visto por muitos como a resposta salvadora à pirataria e o seu baixo custo estimula os consumidores a consumir produtos originais e condizentes com a realidade atual.

 

Fica a esperança de que este debate seja conduzido com bom senso e buscando o melhor para a população e para as empresas. Sim, para as empresas! O Brasil é um país que afunda empreendimentos todo ano com os seus impostos e com certeza perdemos muito com isso. É de interesse de todos a presença de serviços de qualidade e a preços justos.

 

Viva a nossa cultura e viva o streaming! Que o governo busque nossa satisfação e não mais uma fonte para cobrar seus impostos.

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