Marketing para minorias: Entre logo nessa jogada

O Rio de Janeiro continua lindo, tão lindo quanto assistir a abertura das Olimpíadas, tantas nações unidas pelo espírito esportivo, assistir aos jogos, vibrar com as conquistas da nossa seleção, saber das histórias por trás de cada atleta, sendo este brasileiro ou não. Todo esse clima de “oba oba” é muito bacana, contudo, às vezes esquecemos que, independente do peso da medalha que é erguida no fim de cada competição, os resultados só acontecem em função de anos e anos de preparo e do investimento de entidades governamentais e privadas.

E foi justamente a gritante desigualdade no investimento o que mais chamou a atenção, principalmente quando contraposta a seleção brasileira masculina de futebol e a seleção feminina. Inclusive, nas últimas semanas vários sites tentaram comparar o salário de Neymar com o da Marta e até especularam quanto o gol de cada um valeria. Isso tudo para abrir a discussão de que deveria haver mais incentivos aos esportes minoritários.  

Mas, então, por que existe tanta disparidade no apoio a diversas modalidades esportivas e de gênero? Por que é que grandes marcas não se sentem tão motivadas a investir no marketing para minorias? Seria este o reflexo de uma sociedade machista? Continue lendo!

Marketing para minorias não é cota, é oportunidade

Não, não quero aqui entrar na eterna discussão sobre ‘homens x mulheres’…  Até porque é importante saber que as marcas são encorajadas a investir naquilo que acreditam ter mais afinidade com o seu público ou naquilo que pode dar um retorno maior em termos de receita, pois, dessa forma, conseguem maior visibilidade e alcançam os objetivos de marketing esperados.

É basicamente uma questão de lógica mesmo. Quanto menos a população volta sua atenção ao futebol feminino, ou para qualquer outro esporte especializado, menos apoio este terá das marcas. Certo?

[ Tempo para refletir ]

Errado!  Ou pelo menos deveria ser… Você já notou o quanto as minorias, em geral, têm ganhado voz nos últimos tempos, muito por conta do poder inclusivo da internet?

O marketing para minorias é um sinal da evolução da sociedade inclusiva

Em se tratando de inclusão, algumas marcas já saíram na frente – e até do lugar comum – assinando hoje campanhas que abraçam causas sociais como a feminista, LGBT, entre outras, com o objetivo de se destacar, de se apropriar de algum desses discursos e se aproximar do seu público por meio da identificação.

Será, então, que, a exemplo do que ocorreu nas Olimpíadas, pode existir uma ótima oportunidade para as grandes marcas apoiarem outros esportes, abrindo mais o leque e, principalmente, fugindo do paradigma feminino ou masculino?

Não sairiam na frente aquelas empresas que conseguirem identificar esse potencial, de preferência da maneira mais criativa e inovadora possível? Vale a discussão. Afinal, faltam apenas 4 anos para as próximas olimpíadas!

E você, o que acha sobre o marketing para minorias? Também acredita que as empresas estão deixando passar grandes oportunidades de agregar mais valor a sua marca? Deixe seu comentário!

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