Mesmo que a crise financeira ainda cause espanto na população brasileira, a lenta mas progressiva recuperação econômica está deixando os lojistas animados para o próximo natal. As últimas pesquisas mostram que o consumidor está disposto a gastar mais que nos anos anteriores, o que tem movimentado bastante as lojas físicas e os e-commerces.

As vendas online, por sua vez, aparentam ser a modalidade de compra preferida das pessoas, pois um estudo recente mostrou que as vendas através da internet serão superiores às das lojas físicas nos shoppings no último mês do ano. Isso é o que mostra uma pesquisa desenvolvida pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

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Resultado da pesquisa

O resultado da pesquisa é surpreendente, diz Marcela Kawauti, economista do SPC, pois é a primeira vez que as vendas online superam as das lojas físicas. Isso demonstra como o comportamento do consumidor vem mudando ao longo dos anos, e a necessidades que as lojas têm em se adaptar a esse fato.

O local preferido será o e-commerce, com uma preferência de 40% do público. Depois aparecem os shoppings e lojas de departamento, com 37%, seguido das loja de rua, com 26%. Os sites que receberão mais visitas serão os de grandes varejistas e de empresas focadas em acessórios de moda.

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Comportamento do consumidor

A pesquisa também analisou o comportamento do consumidor, com questões sobre a jornada de compra. Uma das descobertas é que 83% dos entrevistados falaram que são acostumados a pesquisar preços. Outros 76% disseram que vão utilizar a internet para fazer comparações entre produtos antes de efetivar a compra.

A impressão que o consumidor tem, segundo a pesquisa, é que os produtos esse ano estão mais caros se comparados aos do ano passado. Isso foi o que revelaram 58% dos entrevistados, mas para 22% a variação não é perceptível. O preço, por sinal, é o fator determinante para escolha do ponto de venda, seguido de ofertas, variedades e qualidade no atendimento.

E aí, amigo, você acha que a tendência é o e-commerce continuar ganhando espaço?